Phil Lewis / Zuma Press / Europa Press
MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -
A Polícia Metropolitana de Londres anunciou que investigará as acusações de suposto financiamento irregular no partido de extrema direita Reform UK, após vir à tona uma conversa entre um jornalista disfarçado e dois altos dirigentes do partido — que já renunciaram —, na qual abordavam possíveis doações ilegais.
“Os detetives avaliaram as informações fornecidas e determinaram que há possíveis crimes que exigem investigação. A natureza desses supostos crimes é semelhante à dos casos que já estão sendo investigados pela equipe de investigações especiais em relação a doações feitas ao mesmo partido político. Consequentemente, esses fatos serão incorporados à referida investigação em andamento”, detalhou em um comunicado divulgado pelo ‘The Guardian’.
Isso ocorre depois que um jornalista infiltrado da emissora Channel 4, se passando pelo filho de um doador norte-americano, gravou dois altos dirigentes do partido Reform UK. Durante o encontro, o repórter disfarçado expressou sua preocupação com a impossibilidade de seu pai fazer uma doação direta ao partido dentro do marco legal britânico.
Diante disso, Dan Jukes, chefe de gabinete de Nigel Farage, sugeriu que a doação fosse feita em seu próprio nome, por ser residente no Reino Unido. Na mesma gravação secreta, o chefe de política do partido, James Orr, sugere que o pai poderia financiar pesquisas de opinião para apoiar uma campanha eleitoral do partido.
A polícia já havia aberto, em julho, uma investigação contra o Reform UK por causa de uma doação de 500 mil libras feita em duas parcelas pela mãe de um aliado do político, George Cottrell, que está condenado por fraude, dias após a renúncia de Farage ao cargo de deputado, em meio à polêmica por ter aceitado, em 2024, doações milionárias do empresário e bilionário do setor de criptomoedas, Christopher Harborne.
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