Publicado 10/09/2026 13:29

A Polícia do Brasil realiza buscas por suspeita de desvio de verbas para financiar um filme sobre Bolsonaro

7 de setembro de 2026, São Paulo, São Paulo, Brasil: São Paulo (SP), 7/09/2026 — Flávio Bolsonaro/Política/Campanha/SP — Forte esquema de segurança policial durante o evento do Dia da Independência, em 7 de setembro, para Flávio Bolsonaro, candidato à pre
Niyi Fote / Zuma Press / Europa Press

MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -

A Polícia Federal brasileira realizou nesta quinta-feira uma ampla operação policial com pelo menos 49 mandados de busca e apreensão no âmbito de uma investigação sobre suposto desvio de recursos públicos para financiar um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os mandados de busca em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal, autorizados pelo juiz da Suprema Corte Federal Flávio Dino, concentram-se na suposta transferência irregular de cerca de dois milhões de reais (cerca de 330 mil euros) por parte do deputado Mario Frias, do Partido Liberal — a formação política de Bolsonaro — para a Conhecer Brasil, uma ONG ligada à produtora do filme, Karina Ferreira da Gama.

Os agentes apreenderam diversos documentos e dispositivos eletrônicos, entre eles o celular do próprio deputado, no âmbito de um processo que aponta para o suposto desvio de verbas parlamentares para empresas subcontratadas e que remonta a denúncias feitas por Tabata Amaral, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), conforme informou o jornal “O Globo”.

O caso, conhecido como “Dark House”, faz parte de uma trama mais ampla. Várias investigações realizadas pela mídia brasileira indicam que o filme teria recebido dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro — ex-presidente do falido Banco Master, acusado de fraude financeira —, transações que teriam contado com a suposta intermediação direta do senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente.

O dinheiro teria sido transferido para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio. Em relação a essas informações, o próprio senador admitiu ter atuado como mediador, embora tenha afirmado que se tratava de recursos estritamente privados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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