Publicado 16/03/2026 09:56

A Polícia do Brasil intimou formalmente o filho de Bolsonaro, Eduardo, por se ausentar do seu posto

Archivo - Arquivo - 20 de fevereiro de 2025, National Harbor, Maryland, EUA: Eduardo Bolsonaro discursa durante o primeiro dia da Conferência CPAC 2025 no Gaylord Convention Center, em National Harbor, Maryland, em 20 de fevereiro de 2025.
Europa Press/Contacto/Lev Radin - Arquivo

MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - A Polícia Federal do Brasil intimou formalmente, nesta segunda-feira, Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta um processo disciplinar por abandono de suas funções na instituição, enquanto permanece autoexilado nos Estados Unidos devido a uma acusação da Justiça brasileira.

Eduardo Bolsonaro tem agora um prazo de quinze dias para apresentar alegações ao processo disciplinar que lhe foi instaurado no final de janeiro deste ano por faltas injustificadas em seu cargo administrativo na delegacia da Polícia em Angra dos Reis, município localizado no sudoeste do estado do Rio de Janeiro.

Bolsonaro, que enfrenta a destituição, está suspenso desde fevereiro e deveria ter devolvido seu crachá e arma de fogo de serviço. Este processo foi aberto depois que ele perdeu seu mandato na Câmara dos Deputados em dezembro de 2025 por faltas injustificadas. Ao término de seu mandato no Congresso, a Polícia Federal ordenou sua reintegração à instituição, que lhe havia concedido licença para exercer o cargo de deputado, função que ele desempenhava desde 2015.

Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, para onde viajou para interceder em favor de seu pai, sem ter retornado desde então, alegando estar sendo perseguido pela Justiça, que em novembro daquele ano o acusou de obstruir a investigação sobre o golpe de Estado de 2022.

O Supremo Tribunal alega que Eduardo Bolsonaro tem utilizado sua permanência nos Estados Unidos para gerar um clima de desconfiança em relação às autoridades brasileiras, entre elas o juiz Alexandre de Moraes — a quem o governo Trump impôs sanções, que posteriormente foram suspensas — em favor do ex-presidente.

Por isso, De Moraes decretou, em agosto de 2025, prisão domiciliar para Jair Bolsonaro, um mês antes de ele ser condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado. Esses primeiros meses de Eduardo nos Estados Unidos coincidem com a crise diplomática entre Washington e Brasília. Esse período foi marcado por tarifas americanas sobre as exportações brasileiras, sanções, restrições de movimento à delegação brasileira que participou da Assembleia Geral das Nações Unidas e pelas críticas, nesse mesmo fórum, do presidente Donald Trump ao processo judicial contra Bolsonaro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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