MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) - A Direção Geral da Polícia Nacional prevê convocar formalmente nesta segunda-feira o cargo de diretor adjunto operacional (DAO) após a crise desencadeada pela renúncia do comissário principal José Ángel González, na sequência da queixa de uma subordinada que o acusa de agressão sexual.
Segundo confirmaram à Europa Press fontes policiais a par desta convocatória, o cargo de chefe operacional máximo da Polícia será oferecido na Ordem Geral da Polícia Nacional ainda esta segunda-feira e, a partir daí, será aberto um prazo de sete dias úteis para que os candidatos ou candidatas possam apresentar a sua candidatura a este cargo de livre nomeação.
Uma vez concluído o prazo de sete dias úteis, o diretor-geral da Polícia, Francisco Pardo Piqueras, emitirá um relatório com a proposta de nomeação, que será submetida para aprovação ao Secretário de Estado da Segurança e, finalmente, ao ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.
Para a nomeação do novo DAO, que será finalmente publicada no Boletim Oficial do Estado (BOE), podem candidatar-se os 111 comissários principais da Polícia Nacional, dos quais 22 são mulheres, desde que cumpram os requisitos estabelecidos na oferta deste cargo, de acordo com fontes policiais consultadas.
A Direção Adjunta Operativa foi assumida interinamente pela comissária principal Gemma Barroso, subdiretora-geral de Recursos Humanos e Formação da Polícia Nacional. Esta comissária foi informada na terça-feira passada da queixa e entrou em contato com a denunciante desta suposta agressão sexual para lhe dar proteção policial.
A denunciante, uma inspetora da Polícia Nacional, está de licença desde julho passado, quando, no primeiro dia em seu novo destino na Subdireção Geral de Recursos Humanos, informou à sua superiora, Gemma Barroso, que não estava em condições de trabalhar devido a um problema de saúde mental. O advogado da denunciante agradeceu a “empatia” desta comissária para com sua cliente.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático