Europa Press/Contacto/Jose Aldenir
MADRID 17 jun. (EUROPA PRESS) -
A Polícia Federal acusou nesta terça-feira o ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro e seu filho Carlos de participarem de uma trama de espionagem ilegal de supostos adversários políticos durante seu mandato (2019-2023) por meio da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
De acordo com a investigação, o líder dessa "Abin paralela" era o então diretor da agência, o hoje deputado Alexandre Ramagem, enquanto Carlos Bolsonaro liderava o chamado 'gabinete do ódio', com o qual rivais políticos e até órgãos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) eram atacados, tudo com a aprovação do ex-presidente que se buscava beneficiar.
Outras cerca de 30 pessoas foram acusadas, incluindo o atual chefe da Abin, Luiz Fernando Correa, de obstrução da justiça, informa o G1.
Naqueles anos, a agência se tornou uma espécie de estrutura paralela que espionava ilegalmente os computadores e telefones de políticos, incluindo os então presidentes da Câmara e do Senado, jornalistas, juízes do Supremo Tribunal Federal, como Alexandre de Moraes, e até mesmo aliados do governo.
Denominada "Vigilância Aproximada", essa operação faz parte de uma operação lançada em outubro de 2023 chamada "First Mile", que investiga o suposto uso ilegal do aplicativo de rastreamento FirstMile, adquirido durante o mandato de Michel Temer.
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