Publicado 18/08/2026 17:52

O Poder Judiciário de Honduras retomará na próxima segunda-feira o julgamento contra o ex-presidente Juan Orlando Hernández

A defesa de Hernández pede a anulação total do processo contra seu cliente

Archivo - Arquivo - (210916) -- TEGUCIGALPA, 16 de setembro de 2021 (Xinhua) -- O presidente hondurenho Juan Orlando Hernández (à frente) profere um discurso durante a comemoração do bicentenário da independência, em Tegucigalpa, Honduras, em 15 de setemb
Europa Press/Contacto/Rafael Ochoa - Arquivo

MADRID, 18 ago. (EUROPA PRESS) -

A Justiça de Honduras decidiu nesta terça-feira adiar para o próximo dia 24 de agosto a audiência no caso de suposta fraude e lavagem de dinheiro contra o ex-presidente Juan Orlando Hernández (2014-2022), que recebeu perdão nos Estados Unidos de uma condenação a 45 anos de prisão por tráfico de drogas.

O porta-voz do Poder Judiciário, Carlos Silva, confirmou em declarações à imprensa que a medida foi tomada “a pedido do Ministério Público e da Procuradoria Geral, que desejam o mesmo tempo para analisar” as provas apresentadas ao longo do dia pela defesa de Hernández.

Nesse sentido, ele destacou que os advogados do ex-presidente hondurenho apresentaram “um total de 36 elementos de prova, 34 documentos, um laudo pericial e uma testemunha que eles desejam interrogar”.

A defesa de Hernández solicitou a “nulidade absoluta” do processo contra seu cliente, alegando que “as investigações datam de aproximadamente dez anos atrás, quando Hernández estava no país (Honduras)” enquanto “a ação penal foi movida quando ele se encontrava nos Estados Unidos, o que causou uma situação de indefesa”, acrescentou Silva.

Hernández, de 57 anos, confirmou o pedido de “arquivamento definitivo” em suas redes sociais, onde defendeu que “por lei, este processo deve ser arquivado” e reiterou que o caso é, na verdade, “uma perseguição política” contra ele.

“A justiça nunca mais deve ser utilizada como arma política. Este caso é uma perseguição política contra mim, e assim o demonstraremos em cada etapa. Nosso único objetivo é que a verdade e a justiça prevaleçam”, afirmou, garantindo que não cometeu “nenhum dos crimes” que lhe são imputados e que “não há nenhum elemento sólido que sustente” as acusações do Ministério Público.

O ex-presidente, em liberdade, mas com a proibição de deixar Honduras, está sendo investigado no caso Pandora II, especificamente pelo suposto desvio de mais de 62 milhões de lempiras (cerca de dois milhões de euros) para sua campanha política em 2013, quando concorreu pela primeira vez à Presidência.

Vale lembrar que Hernández retornou ao seu país no último dia 26 de julho, após uma jornada de mais de quatro anos desde sua extradição para os Estados Unidos, a subsequente condenação a 45 anos de prisão por tráfico de drogas e, finalmente, o perdão que recebeu no final do ano passado das mãos do presidente norte-americano, Donald Trump.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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