Publicado 16/09/2025 08:14

O Podemos suspeita que Sánchez esteja em modo pré-eleitoral e que um sinal disso seja o decreto "fantasma" de embargo de armas.

A porta-voz do Podemos no Congresso, Ione Belarra, durante uma coletiva de imprensa antes da Reunião de Porta-vozes, no Congresso dos Deputados, em 16 de setembro de 2025, em Madri (Espanha).
Eduardo Parra - Europa Press

Belarra diz que o presidente só procura fazer anúncios que não resultam em nada, em vez de se concentrar no governo

MADRID, 16 set. (EUROPA PRESS) -

A secretária-geral do Podemos, Ione Belarra, criticou o presidente do governo, Pedro Sánchez, por estar em modo pré-eleitoral em vez de governar e por se envolver em "hipocrisia" diante do genocídio de Israel em Gaza, como revelado pelo decreto de embargo de armas, que ela descreveu como "fantasma", já que ainda não foi aprovado pelo Conselho de Ministros.

Em uma coletiva de imprensa no Congresso, Belarra criticou o fato de que, pela segunda terça-feira consecutiva, o Executivo está atrasando essa medida, o que é incompreensível depois que Sánchez a anunciou em 8 de setembro. De fato, ela disse que um governo "sério" prepara suas iniciativas antes de anunciá-las.

Por isso, censurou o governo que, com esse atraso, está apenas "procurando manchetes" quando seu tom até agora, em sua opinião, é de ter sido "cúmplice" do genocídio do povo palestino devido à ausência de medidas eficazes contra o Executivo hebreu liderado por Benjamin Netanyahu.

"Eles foram cúmplices do genocídio nesses 23 meses de genocídio e agora, quando parece que as eleições gerais estão se aproximando, começamos a ver eleitoralismo, hipocrisia e discurso vazio", exclamou o líder do partido roxo.

Ela também denunciou o fato de que o governo, por um lado, elogiou os protestos pró-palestinos que ocorreram durante a Volta da Espanha, mas, por outro lado, "enviou a polícia para espancar" os manifestantes que se reuniram durante a última etapa da competição em Madri, levando à sua suspensão na reta final.

EXIGE PELO MENOS UM POUCO DE SENSIBILIDADE DE SÁNCHEZ

Belarra continuou com seu tom duro contra Sánchez, pedindo que ele "tenha um pouco de coerência e sensibilidade", já que o genocídio em Gaza é uma questão muito séria que não suporta o anúncio de um decreto de embargo de armas que "vai ser um queijo gruyer e não vai servir para nada". "É uma vergonha absoluta", acrescentou.

Ela disse que desconfiava do pacote de medidas do presidente contra Israel, pois, em sua opinião, isso só pode ser denotado pelo fato de ele estar anunciando um decreto de embargo que "desapareceu".

Perguntada se acha que os socialistas estão pensando em eleições, Belarra disse que não é presidente nem do PSOE, mas tudo o que vê é que eles estão pensando mais em eleições do que em governar.

Outro sinal, segundo Belarra, é o fato de ter sido anunciado que ele vai apresentar o Orçamento Geral do Estado (OGE) sem conversar formalmente com os parceiros, e que ela teme que essas sejam as contas públicas do "rearmamento". "Não entendo muito de política, mas isso me parece estranho", refletiu Belarra, que criticou Sánchez por ter passado duas segundas-feiras consecutivas fazendo anúncios eleitorais que não se traduziram em nada.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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