Diego Radamés - Europa Press
MADRID, 10 nov. (EUROPA PRESS) -
O Podemos pediu ao PSOE e ao Sumar que impeçam uma emenda no Congresso que o PP introduziu no Senado para aprovar uma extensão do fechamento de usinas nucleares, que eles acreditam que "perverteria o processo de transição energética".
Em declarações à mídia, o secretário de organização e porta-voz do Podemos, Pablo Fernández, e o coordenador federal da Alianza Verde, Juantxo López de Uralde, argumentaram que os dois partidos do governo têm a possibilidade de interromper a proposta do PP incluída na Lei de Mobilidade Sustentável, que será votada esta semana no Congresso depois de ter sido alterada no Senado.
"A extensão da vida útil das usinas nucleares significará um aumento nos gastos públicos, pois será necessário lidar com uma quantidade maior de resíduos radioativos devido à extensão da vida útil das usinas. Portanto, de acordo com a Constituição espanhola, essa emenda não deve chegar ao plenário do Congresso", explicou López de Uralde.
O coordenador da aliança Podemos expressou sua preocupação com as últimas declarações do Presidente do Governo, Pedro Sánchez, nas quais ele abriu a porta para o estudo de propostas que visam adiar o fechamento de usinas nucleares se a segurança for garantida.
Por esse motivo, ele teme que o governo esteja se escondendo atrás da proposta do PP para realizar esse adiamento: "Temos a sensação de que o governo já decidiu prorrogar a extensão das usinas nucleares, apesar das consequências que isso teria sobre o processo de transição energética, e pode ser que ele queira usar essa emenda do Partido Popular para se justificar, dizendo que eles não queriam fazer isso", acrescentou López de Uralde.
NACIONALIZAÇÃO DA REPSOL
Por sua vez, Pablo Fernández insistiu em sua proposta de nacionalizar a Repsol: "Temos que transformá-la em uma empresa pública de energia que sirva para fazer o contrário do que foi feito até agora, para promover uma transição energética real e efetiva, para lutar contra as mudanças climáticas e para intervir no mercado e garantir preços justos, bem como a luta contra os abusos do oligopólio privado".
Fernández também aproveitou a oportunidade para condenar as políticas do governo na esfera energética e ambiental, que ele considera uma violação dos compromissos de redução já assinados.
Entre elas, ele cita a expansão do porto de Valência e a eliminação do imposto sobre a energia, políticas que, segundo ele, "colocam este planeta e todos em risco".
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