Kike Rincón - Europa Press
MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -
A secretária-geral do Podemos, Ione Belarra, criticou que a decisão do Supremo Tribunal de Justiça de endossar a decisão de não conceder anistia ao ex-presidente catalão Carles Puigdemont "revela", em sua opinião, a "guerra suja judicial" e a intenção dos setores reacionários "entrincheirados" no judiciário de violar as leis que não lhes agradam.
Foi o que ele disse em declarações à mídia no Congresso depois que o tribunal superior apoiou a decisão do juiz de instrução do 'procés', Pablo Llarena, de não aplicar a anistia ao crime de peculato pelo qual Puigdemont e seus ex-ministros na Generalitat Toni Comín e Lluís Puig são processados, considerando que ele interpretou corretamente a exceção prevista para esse crime na própria lei.
"Isso revela até que ponto neste país existem setores reacionários que estão entrincheirados no judiciário, que realizam uma guerra judicial suja contra as leis de que não gostam e que violam as leis de que não gostam", disse o deputado.
Em sua opinião, a posição do CS ilustra que a Espanha, em sua opinião, sofre de um "problema democrático de primeira ordem" que o PSOE "se recusou a resolver", depois de acordar a renovação do Conselho Geral do Judiciário (CGPJ) com o PP. Um pacto que, de acordo com Belarra, implicou a entrega desse órgão "à direita mais reacionária". "Hoje estamos vendo as consequências", concluiu.
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