Lorena Sopêna - Europa Press
MADRID, 10 abr. (EUROPA PRESS) -
A eurodeputada e secretária política do Podemos, Irene Montero, acusou nesta sexta-feira o PP de ser “lacaios” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por seu porta-voz no Congresso ter dito a “idiotice” de comparar a detenção por Israel de um “capacete azul” espanhol com uma abordagem em uma blitz de trânsito.
Nesta quinta-feira, a porta-voz do Grupo Popular no Congresso, Ester Muñoz, afirmou não ter informações sobre o motivo da detenção do militar, após a parada do comboio logístico da missão da ONU no Líbano (FINUL). Mas acrescentou em seguida: "Já passei por controles de trânsito que me mantiveram retida por muito mais tempo".
Em entrevista à 'TVE', divulgada pela Europa Press, a ex-ministra da Igualdade classificou de "vergonha absoluta" a relação que o partido liderado por Alberto Núñez Feijóo mantém com "as duas ameaças à humanidade", referindo-se aos Estados Unidos e a Israel.
“É a prova evidente de que temos que expulsar essas pessoas de todas as instituições”, afirmou Montero, ao mesmo tempo em que duvidou que um hipotético governo do PP garantisse a defesa dos espanhóis.
Nesse sentido, Montero mostrou-se atônita com a “indecência” das declarações da porta-voz do Partido Popular no Congresso. Em sua opinião, a detenção do militar espanhol por Israel “é algo muito sério”, independentemente da duração, já que se trata também de uma “demonstração de força” por parte do país liderado por Benjamin Netanyahu.
“NÃO HÁ COMO ACEITAR ISSO”
Dito isso, ela afirmou que a ofensiva de Israel “não tem sentido algum” e insistiu que a Espanha deveria “romper relações diplomáticas, comerciais e militares com esse Estado terrorista”.
Em seguida, a líder do Podemos acusou a União Europeia de ser um “bando de burocratas” que apoia as ações bélicas de Trump. “Ojalá solo estuvieran mirando para otro lado”, afirmou.
Segundo Montero, o objetivo de Bruxelas não é apenas perder a autonomia política, mas sim caminhar para “se tornar uma província dos Estados Unidos”. Tanto é assim que, segundo acrescentou, “as elites europeias deveriam acabar sentadas no banco dos réus por sua cumplicidade com o genocídio”.
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