Publicado 31/03/2025 07:23

O Podemos se apresenta como a esquerda "corajosa" e não-conformista com censuras implícitas a Sumar: agora só Sánchez está no comand

A Secretária Geral do Podemos, Ione Belarra, acompanhada pela deputada Irene Montero, apresenta a lista para o Conselho de Cidadãos do Estado com o qual concorre, no Espaço Ecooo, em 31 de março de 2025, em Madri (Espanha). A lista do Conselho de Cidadãos
Marta Fernández - Europa Press

MADRID 31 mar. (EUROPA PRESS) -

A secretária-geral do Podemos, Ione Belarra, e a ex-ministra da Igualdade e deputada do Parlamento Europeu, Irene Montero, afirmaram que o Podemos é a chave para a criação da esquerda "corajosa" e inconformista de que o país precisa, com uma crítica implícita a Sumar, afirmando que este não é o momento para "covardia", "malmenorismo" e um governo no qual "apenas o presidente do governo, Pedro Sánchez, governa".

Foi o que ambos disseram durante a apresentação, nesta segunda-feira, em Madri, da candidatura liderada por Belarra, denominada "Orgulhosamente Podemos", para a renovação do Conselho Cidadão estadual, tendo em vista a quinta assembleia do partido, e onde foram enfatizados os apelos para fortalecer a organização, logo após Sumar ter pedido entendimento e um retorno à convergência com o partido roxo durante sua segunda assembleia estadual.

Sem qualquer menção expressa a Sumar ou à oferta de um novo encontro, Belarra defendeu que seu objetivo é uma esquerda que tenha a capacidade política de "colocar seu programa em prática", que mostre que existe uma "alternativa" ao "rearmamento" de um Executivo no qual "apenas Sánchez governa", que quando não tem o "motor" Podemos aplica as mesmas políticas, em sua opinião, que o PP.

O REARMAMENTO É O "DIVISOR DE ÁGUAS" DO LEGISLATIVO

A líder do Podemos, que está se candidatando à reeleição, advertiu que "apostar no rearmamento", como Sánchez está fazendo, é um "divisor de águas" que muda definitivamente o "curso da legislatura".

Por isso, ele disse que é necessário fortalecer o partido e promover o crescimento do Podemos e de uma esquerda transformadora que tenha "orgulho de si mesma", que demonstre mais uma vez ao país que "é possível" e, acima de tudo, que tenha "autonomia para tomar suas próprias decisões". "Quando você não tem autonomia, vemos o que acontece, que hoje temos um governo no qual apenas Sánchez está no comando", disse ele.

A POLÍTICA "NÃO É UM PASSEIO NO PARQUE": É UM MOMENTO PARA CONVICÇÕES FIRMES

Por sua vez, Montero enfatizou que a candidatura de Belarra é a melhor opção para "trazer de volta uma ala esquerda do poder e do governo", já que ela é uma pessoa "corajosa" que não olha para o outro lado quando há dificuldades.

Essa é uma qualidade essencial, disse ela, já que a situação atual exige "coragem", pois "covardia, "conformismo" ou "malmenorismo" são um "tapete vermelho" para a extrema direita.

Além disso, Montero proclamou que "não é hora de pensar que a política não é um passeio", um "parque de diversões" ou um "conjunto de festas e eventos" aos quais "se assiste à noite, depois de algumas horas de trabalho", mas que ela exige "convicções profundas", "princípios éticos" e "senso de justiça".

Ele também elogiou o nome da candidatura de Belarra porque, segundo ele, há anos vem sendo enviada uma mensagem paradoxal à esquerda de que "conformar-se é OK", que fazer "barulho" é "errado" e que defender a paz é "política de bandeira". E contra isso, ele disse que os direitos sempre foram conquistados*com*bandeiras.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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