Publicado 06/02/2026 07:15

Podemos anuncia que votará a favor do escudo social, apesar de criticar o "trabalho mal feito" do governo

A secretária política do Podemos e eurodeputada, Irene Montero, intervém durante o evento “Regularização são direitos”, em 26 de janeiro de 2026, em Madri (Espanha). O evento, do qual participam, entre outras figuras, a secretária-geral do Podemos e a
Alberto Ortega - Europa Press

Irene Montero destaca que os votos de seu partido estarão disponíveis, embora tenha “diminuído a proteção” MADRID 6 fev. (EUROPA PRESS) - A eurodeputada do Podemos e ex-ministra da Igualdade, Irene Montero, adiantou que seu partido votará a favor no Congresso da validação do decreto do escudo social, apesar de criticar a “trapalhada” do governo ao separar a revalorização das pensões em outro texto e o pacto entre o PSOE e o PNV para isentar os proprietários que alugam uma única habitação da moratória contra despejos.

Assim o afirmou em entrevista à TVE, divulgada pela Europa Press, na qual ressaltou que “o Podemos estará presente” e confirmou que seu partido apoiará o decreto “mesmo que a proteção tenha diminuído”, entendendo que a prioridade é evitar que “se percam direitos”.

Esta mesma semana, a secretária-geral do Podemos, Ione Belarra, criticou o acordo entre o Governo e o PNV, que classificou de “pacto criminoso” e que lhe causava “repulsa absoluta”.

Apesar de os roxos se inclinarem a votar a favor, o decreto do escudo social corre o risco de ser rejeitado na Câmara Baixa, uma vez que o Junts avançou com a sua rejeição do texto, tal como o PP e o Vox. REPROVA QUE O GOVERNO NÃO LHE DÊ ATENÇÃO

Nesse contexto, Montero criticou que, se o governo tivesse renovado o escudo social por quatro anos, como exigia o Podemos, “ninguém teria feito problemas” e não se teria chegado à situação atual. “O governo tem que fazer o que for preciso, o que for necessário, qualquer coisa, para que as pessoas estejam protegidas”, enfatizou.

Por isso, a também secretária política do Podemos criticou o Executivo por governar “como uma cata-vento”, priorizando acordos mutáveis com diferentes parceiros parlamentares em vez de garantir uma mensagem clara de proteção aos cidadãos. “Vocês governam para ficar bem com o Junts ou com o PNV, ou para proteger as pessoas?”, questionou.

No entanto, Montero insistiu que o problema de fundo é político e alertou que a gestão do governo está alimentando o crescimento da extrema direita. Em sua opinião, a legislatura está “em uma situação crítica” porque, sob o argumento da técnica parlamentar, “o que sempre é posto em dúvida são os direitos das pessoas”.

No entanto, ela ressaltou que os dois decretos já aprovados pelo Conselho de Ministros estão em vigor e devem ser validados no Congresso no prazo de um mês, alertando que, se caducarem, as famílias afetadas ficarão sem proteção.

De qualquer forma, a “número dois” do Podemos advertiu que o Podemos não pode votar a favor do Orçamento Geral do Estado (PGE) para 2026 se suas exigências não forem atendidas, como reverter o aumento dos gastos militares ou reduzir por lei o preço do aluguel.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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