Publicado 24/04/2025 07:55

O Podemos afirma que o governo continuará a negociar de forma "oculta" com Israel, apesar de renunciar à compra de balas.

Sánchez Serna vê uma tentativa de "apaziguar" a crise com Sumar e pede mobilização contra o rearmamento

O porta-voz do Podemos no Congresso, Javier Sánchez Serna, durante uma coletiva de imprensa no Congresso dos Deputados, em 1º de abril de 2025, em Madri (Espanha).
Gustavo Valiente - Europa Press

MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -

O porta-voz adjunto do Podemos no Congresso, Javier Sánchez Serna, acredita que a decisão do governo de rescindir o contrato do Ministério do Interior para a compra de munição de Israel é apenas para "apaziguar" a relação entre os parceiros de coalizão, PSOE e Sumar, e assume que as relações comerciais com o Estado israelense continuarão em "plena capacidade", mas "escondidas".

Ele disse em uma coletiva de imprensa no Congresso que "não vemos nenhuma vontade política por parte do governo de pôr fim às relações comerciais com Israel", deixando claro que estava "cético" em relação à última decisão do governo. Em sua opinião, o que eles estão fazendo é "tentar consertar" a situação depois que o contrato foi tornado público, mas para que "tudo continue igual".

Nas palavras de Sánchez Serna, o que o governo está fazendo é "contribuir para o apoio financeiro" da "maquinaria colonial e de extermínio" que Israel está implantando em Gaza, e o que eles devem fazer é suspender todos os contratos com empresas israelenses de uma vez por todas.

O REARMAMENTO COMO UM PRELÚDIO PARA A GUERRA

Durante sua participação, o co-porta-voz roxo também fez referência ao aumento de quase 10.500 milhões de euros em gastos com segurança e defesa anunciado por Pedro Sánchez nesta semana, uma decisão que, em sua opinião, "muda o curso da legislatura" e a transforma na "legislatura do rearmamento" e no "governo da guerra".

"Historicamente, ficou demonstrado que os períodos de rearmamento são sempre o prelúdio de períodos de guerra", enfatizou, lembrando que o aumento dos gastos com defesa é impulsionado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e, portanto, responde aos interesses dos Estados Unidos e não à autonomia estratégica da União Europeia.

NÃO DEIXARÁ NADA PARA A DIREITA

O co-porta-voz do Podemos criticou o fato de que o governo está fazendo "muita propaganda" sobre essa questão, mas não vai submetê-la à votação na Câmara dos Deputados. "Está sendo feito da maneira mais opaca possível", reprovou e pediu a mobilização de movimentos pacifistas para forçar o Executivo a escolher "entre Donald Trump ou os interesses do povo espanhol".

"Se o governo continuar nessa linha, com o rearmamento e a cumplicidade com Israel, não deixará nada para a direita e não servirá de nada quando chegarem as eleições e nos disserem que a direita está chegando", advertiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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