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MADRID 19 abr. (EUROPA PRESS) -
A Polícia Nacional do Peru (PNP) acionou um dispositivo de alerta interno e ordenou a intensificação dos controles em todo o país diante da possibilidade de que o chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Piero Corvetto, tente deixar o território nacional após a divulgação da suposta abertura de um processo contra ele.
A decisão ocorre em um contexto de forte controvérsia após as irregularidades registradas na distribuição de material eleitoral durante as eleições gerais de 12 de abril passado, que impediram milhares de cidadãos de exercer seu direito ao voto, o que levou à prorrogação do dia de votação.
De acordo com uma ordem interna divulgada pelo jornal peruano “El Comercio”, a medida responde a informações que sustentam que estaria em andamento um pedido de prisão preventiva por sete dias, bem como procedimentos de busca e apreensão de bens contra Corvetto e outros funcionários sob investigação. Essas ações, no entanto, não foram confirmadas oficialmente até o momento.
Nesse contexto, o chefe do Comando de Operações Policiais determinou, na noite deste sábado, “reforçar ao máximo as medidas de segurança” em infraestruturas-chave, como aeroportos, portos, terminais rodoviários, postos de controle e zonas de fronteira, reforçando a presença de efetivos.
Além disso, a Direção Nacional de Ordem e Segurança (Dirnos) e a Direção Nacional de Investigação Criminal (Dirnic) foram encarregadas de desenvolver “as ações pertinentes” dentro de suas respectivas competências. Paralelamente, a Direção de Inteligência deverá intensificar seus trabalhos, em coordenação com as unidades regionais, com o objetivo de prevenir “eventuais tentativas de fuga ou saída do país”.
O documento estabelece também a obrigação de comunicar imediatamente qualquer incidente relevante para acompanhamento. Até o momento, nem a ONPE nem seu titular emitiram declarações a respeito.
A situação de Corvetto está sendo avaliada pela Junta Nacional de Justiça (JNJ), que aguarda suas alegações no âmbito de uma investigação preliminar relacionada à não instalação de mesas de votação e aos atrasos generalizados em sua implantação, segundo o mesmo veículo de comunicação.
O responsável eleitoral tem prazo até 24 de abril para apresentar suas alegações. Posteriormente, a JNJ prevê emitir um relatório entre a primeira e a segunda semana de maio, no qual determinará se procede abrir um processo disciplinar que poderia resultar em sanções como destituição, afastamento ou absolvição.
Paralelamente a esse processo, avançam outras investigações. Corvetto, lembra “El Comercio”, deveria comparecer na sexta-feira perante a Direção Contra a Corrupção (Dircocor) da PNP na qualidade de testemunha, mas solicitou o adiamento de seu depoimento, propondo que este seja realizado virtualmente e “em um prazo razoável”.
A intimação se insere nas investigações do Ministério Público Anticorrupção sobre a contratação da empresa Galaga S.A.C., anteriormente sancionada por inadimplência contratual e novamente encarregada da distribuição do material eleitoral nas últimas eleições.
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