Jesús Hellín - Europa Press
MADRID, 14 jun. (EUROPA PRESS) -
A plataforma 'PararLaGuerra.es' realizará manifestações neste sábado, 14 de junho, em cidades de toda a Espanha para pedir "o fim do genocídio em Gaza", um apelo que recebeu o apoio de mais de 100 personalidades culturais, como o diretor Pedro Almodóvar, a atriz Malena Alterio e o músico Miguel Ríos.
Especificamente, as manifestações serão realizadas em um total de 138 cidades e vilas espanholas simultaneamente ao meio-dia, em uma tentativa de "transformar a indignação em ação" contra "o genocídio" que está ocorrendo em Gaza e que busca o "extermínio e a limpeza étnica" de mais de dois milhões de habitantes de Gaza, metade deles menores de idade.
"Após o rompimento do precário cessar-fogo em 18 de março, a violência aumentou. Estamos diante de um dos momentos mais cruéis e mortais do massacre que o governo israelense vem cometendo há vinte meses contra uma população civil inocente, desarmada e indefesa", denuncia a plataforma em um manifesto.
A declaração também lamenta a quebra do "cessar-fogo precário" de 18 de março, data desde a qual "a violência aumentou". "Estamos enfrentando um dos momentos mais cruéis e mortais. Todos os dias as tropas de Israel cometem inúmeros crimes de guerra. Todos os dias eles bombardeiam hospitais, escolas, abrigos ou barracas. Sem nenhum outro objetivo além do extermínio e de tornar Gaza inabitável", afirmam.
Diante dessa situação, o PararLaGuerra.es convoca todos os cidadãos, "sem distinção de ideologia ou credo", a apoiar o Dia do Estado pelo "Fim do Genocídio" neste sábado e a participar das manifestações simultâneas que ocorrerão em todo o país às 12h, e que em Madri ocorrerão na Plaza Juan Goytisolo, em frente ao Museu Reina Sofia.
ALMODÓVAR, MIGUEL RÍOS E MALETA ALTERIO, ENTRE OS SIGNATÁRIOS
Pedro Almodóvar, Miguel Ríos, Malena Alterio, Rodrigo Sorogoyen, Silvia Pérez Cruz e Soledad Giménez são alguns dos mais de 100 signatários do mundo da cultura que assinaram esse manifesto e convocaram os cidadãos a saírem às ruas para "parar a guerra", em uma declaração conjunta com mais de 100 organizações sociais, como Recortes Cero, Fetico, Unión Sindical Obrera, Kellys Unión e Federación de Sindicatos de Periodistas (FeSP).
"Não vamos parar até que o genocídio seja interrompido. Não vamos nos acostumar com as bombas ou com as imagens na televisão. Continuaremos a nos indignar", disse Joan Enric Cunyat, porta-voz da Recortes Cero, uma das organizações que compõem o PararLaGuerra.es, em uma coletiva de imprensa na quarta-feira.
Os signatários também incluem os nomes do ator Alberto Ammann, do produtor Álvaro Longoria, do pintor Antonio López, do escritor Antonio Muñoz Molina, do cineasta Eduardo Casanova, do escritor Javier Cercas, da escritora Elvira Lindo, do cantor Miguel Poveda, da escritora Rosa Montero e da atriz Vicky Peña, entre outros.
Cunyat agradeceu o apoio das personalidades culturais porque "elas são uma força motriz para acabar com a guerra" e elogiou o fato de que elas colocaram suas carreiras em primeiro lugar para atingir o objetivo. "Eles são um valor fundamental", enfatizou. O porta-voz garantiu que as mais de 100 organizações signatárias pretendem "transformar a indignação em ação em massa nas ruas". "Não vamos parar até conseguirmos e aumentarmos nosso apoio", reconheceu.
Na coletiva de imprensa, que contou com a presença da atriz Isabel Ordaz, do diretor de teatro Lluís Pasqual e do dramaturgo Miguel del Arco, foi lido o manifesto, no qual foi denunciado que o que está acontecendo em Gaza "é um genocídio cujo objetivo final é o extermínio e a limpeza étnica de mais de dois milhões de habitantes de Gaza".
"Este é o projeto criminoso que Netanyahu, com o apoio incondicional de Trump, o governo israelense vem perpetrando há 20 meses contra uma população civil inocente, desarmada e indefesa", disseram.
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