Marcos Moreno - Europa Press
VALLADOLID 7 set. (EUROPA PRESS) -
A Plataforma Social exigiu que o presidente do Governo Regional de Castela e Leão, Alfonso Fernández Mañueco, demonstre solidariedade com a cidade de Ceuta por meio de ações concretas e assuma a cota de menores vulneráveis que cabe à Comunidade Autônoma na distribuição entre os diversos territórios regionais.
A organização destacou que a solução para ajudar a população de Ceuta passa pela retirada das ruas das pessoas que entraram ilegalmente nos dias 30 e 31 de julho. Nesse sentido, explicaram que a aplicação da legislação vigente implicará o retorno de uma parte ao Marrocos e o traslado para a Península do restante, seja por se tratarem de menores, seja por terem direito ao asilo.
A entidade, por meio de um comunicado divulgado pela Europa Press, declarou que compartilha das palavras de solidariedade de Fernández Mañueco para com Ceuta, mas ressaltou que tal disposição deve se traduzir em ações concretas. Além disso, a plataforma classificou como insignificante o esforço que o governo regional deve realizar para acolher as crianças que lhe cabem na distribuição interterritorial.
Por outro lado, a Plataforma Social concordou que o ambiente ideal para os menores é ao lado de suas famílias, embora tenha criticado o fato de o presidente do Executivo regional utilizar esse argumento como pretexto para não assumir as responsabilidades para com as crianças em situação de vulnerabilidade. Por isso, insistiu que, quando o retorno à família não for possível, as administrações devem proceder ao acolhimento para evitar as situações dramáticas que essas crianças vivem.
Por fim, o coletivo qualificou de grave irresponsabilidade a falta de atenção a essas crianças em situação de extrema vulnerabilidade por parte do Governo Regional de Castela e Leão. A esse respeito, pediu a Mañueco que diferencie entre o confronto que mantém com o Governo da Espanha e a ajuda de que a cidade autônoma de Ceuta necessita.
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