BARCELONA, 30 jun. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do Comuns e primeiro secretário da Mesa do Congresso, Gerardo Pisarello, anunciou nesta segunda-feira que o partido aparecerá como acusado popular no suposto esquema de cobrança de comissões em troca de concessões de obras públicas investigado pelo Tribunal Supremo (TS) no âmbito do chamado "caso Koldo".
Ele disse isso em uma coletiva de imprensa na sede do partido, no dia em que o ex-secretário geral do PSOE Santos Cerdán testemunhou como réu na trama, seguindo informações da Unidade Operacional Central (UCO) que o colocam no epicentro da trama, juntamente com o ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos e seu ex-assessor Koldo García.
"Decidimos participar desse caso para acompanhá-lo com rigor. Para que todas as formas de corrupção, de onde quer que venham e quem quer que caia, sejam trazidas à tona. E também, obviamente, para que a investigação seja realizada de forma limpa, sem provas falsificadas ou vazamentos", justificou.
Pisarello afirmou que as informações sobre a suposta corrupção prejudicaram profundamente a confiança do público no PSOE, que exige "verdade, responsabilidade e garantias de não repetição", diante de fatos extremamente graves que, segundo ele, envolvem o PSOE, mas também empresas como a Acciona e a UCO.
Ele também advertiu que há empresas que também foram protagonistas de tramas corruptas do PP, como a Gürtel, e que elementos da polícia no passado "já manobraram no interesse e a soldo" do PP.
COORDENAÇÃO COM A SUMAR
Perguntado se a decisão foi acordada com a Sumar, ele disse que é uma iniciativa dos Comuns, que "é efetivamente coordenada e comunicada".
Ele garantiu que os demais parceiros da coalizão estavam de acordo, e que não descartava a possibilidade de que, no futuro, eles pudessem se juntar à acusação de alguma forma.
"Achamos que é muito importante tomar a iniciativa. Já estivemos envolvidos em outros casos de corrupção que afetaram a antiga Convergência e também o Partido Popular e, portanto, acreditamos que neste caso temos o mesmo dever", disse ele.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático