BARCELONA 20 jan. (EUROPA PRESS) -
O cofundador e diretor editorial da plataforma audiovisual Filmin, Jaume Ripoll, explicou que a sede em Barcelona amanheceu nesta terça-feira com pichações, após distribuir o documentário “Ícaro: a cidade em chamas”, que dá voz aos policiais nacionais destacados para a capital catalã durante os distúrbios de 2019, após a sentença do “procés”.
Em uma mensagem no X recolhida pela Europa Press, Ripoll escreveu: “Que triste chegar ao escritório e encontrar isso. Estou bastante abalado, na verdade”, acompanhado de uma imagem da pichação, que foi reivindicada pelo coletivo “Nosaltres Sols!” em sua conta no Instagram e no X. ESTREADO EM 9 DE JANEIRO
O documentário, de 2022, estreou em 9 de janeiro na plataforma, o que despertou críticas nas redes sociais e alguns usuários pediram para cancelar suas assinaturas do Filmin. Ripoll publicou uma carta em catalão e espanhol nesta segunda-feira, na qual explicou que programar este documentário “não equivale a subscrever sua abordagem”, embora tenha dito que compreende o mal-estar e as críticas.
“A Filmin não censura filmes por sua orientação ideológica. Nosso compromisso é com o cinema e o documentário como ferramenta para compreender, contrastar e debater, sempre dentro do marco legal”, afirmou Ripoll, que garantiu textualmente que a pluralidade não se proclama, mas se demonstra com um catálogo diversificado.
“BASTA DE VITIMISMO” 'Nosaltres Sols!' respondeu a Ripoll em uma mensagem em sua conta no X: “Basta de vitimismo. Justificar-se como você fez tem consequências. Não deixaremos em paz quem insulta as vítimas. Nós os denunciaremos para que se retratem”. O líder do PP na Catalunha, Alejandro Fernández, expressou seu apoio a Ripoll em uma mensagem no X divulgada pela Europa Press: “Sinto muito. A doença do fanatismo continua muito presente na Catalunha, infelizmente. Um abraço”.
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