VALLADOLID 10 set. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Agricultura, Pecuária, Meio Rural e Política Ambiental, Joaquín Antonio Pino, realizou uma reunião de trabalho com a Real União dos Criadores de Touros de Lida (RUCTL), na qual defendeu o touro bravo como “pecuária, patrimônio genético e motor rural”, representando um “símbolo de identidade nacional” que requer uma “política de Estado”.
Pino, que esteve acompanhado pela secretária-geral da Secretaria de Estado, Mercedes Buendía, e pelo diretor-geral do Instituto Tecnológico Agrário de Castela e Leão (ITACyL), David González, transmitiu essa mensagem aos criadores, de acordo com um comunicado do Governo Regional divulgado pela Europa Press.
“O touro bravo é o maior símbolo de identidade nacional. É pecuária, seleção genética, saúde animal, alimentação, manejo, território, economia e cultura. Por trás de cada animal há anos de trabalho, investimento e conhecimento de um criador. E nossa obrigação é contribuir para que essas explorações possam continuar sendo viáveis e tenham futuro”, afirmou.
Além disso, defendeu que a conservação da raça deve ser “necessariamente acompanhada de rentabilidade, profissionalismo e renovação geracional”. “O melhor futuro para o touro bravo é que haja criadores que queiram continuar criando-o. Para isso, são necessárias explorações rentáveis, estabilidade, pesquisa útil e oportunidades econômicas”, afirmou.
Além disso, durante a reunião, foi revisada a colaboração que o ITACyL mantém com a RUCTL, reforçada a partir da assinatura, em 2023, de um acordo de pesquisa e transferência de tecnologia para o setor de bovinos de luta.
Essa relação permitiu o acesso às explorações, conhecer diretamente suas necessidades e desenvolver trabalhos nas áreas de saúde, digitalização e valorização da carne de touro de luta.
Entre essas iniciativas, destaca-se o Innobravo, projeto do ITACyL voltado para o desenvolvimento de soluções para o gado de tourada de Castela e Leão em áreas como alimentação, rendimento produtivo, recursos genéticos, bem-estar animal e valorização da carne.
A essa linha de trabalho somam-se o Barinatub, focado em novas estratégias contra a tuberculose bovina persistente, e o Databovis, voltado para o uso de análise de dados e inteligência artificial para gerar informações úteis para as explorações.
“A pesquisa pública só faz sentido quando acaba resolvendo os problemas do pecuarista. Queremos que ela sirva para melhorar a saúde animal, disponibilizar dados de melhor qualidade, reduzir custos, aumentar a eficiência e gerar mais valor a partir do que cada exploração produz”, defendeu Pino a esse respeito.
A reunião também abordou as possibilidades de aumentar o valor agregado da carne de boi selvagem e diversificar as receitas das explorações, um contexto no qual o ITACyL desenvolve ações de pesquisa, promoção e divulgação relacionadas a esse produto, que incluem sua caracterização, o estudo de novos cortes e formas de preparo, a ampliação de sua vida útil, a segurança alimentar e suas possibilidades de comercialização.
Pino ressaltou que o objetivo deve ser aproveitar melhor todo o potencial econômico da exploração, com a abertura de “novas oportunidades para o consumidor, a restauração e a cadeia alimentar”.
O secretário também destacou que o touro de luta transcende o âmbito regional e faz parte de um patrimônio pecuário, genético e econômico de “relevância nacional”.
Por isso, defendeu a necessidade de uma “política de Estado” que “proporcione estabilidade, segurança jurídica e apoio à pesquisa, à saúde animal e ao melhoramento genético”, de modo a permitir que as explorações possam desenvolver todo o seu potencial como atividade pecuária ligada ao meio rural.
Assim, ele situou o encontro na linha de trabalho definida no início da legislatura, na qual o gado de tourada representa uma “combinação singular de atividade econômica, seleção genética, pecuária extensiva e patrimônio cultural, um traço de identidade nacional mantido por gerações por profissionais do campo”.
“Castela e Leão vai defender o touro bravo porque ele faz parte de nossa pecuária, de nossa economia rural e de nosso patrimônio. Mas também porque a Espanha não pode se dar ao luxo de perder um patrimônio genético, produtivo e cultural construído ao longo de gerações. O touro de luta merece ser tratado como um ativo estratégico para o campo espanhol e contar com políticas estáveis que garantam seu futuro”, concluiu.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático