Ricardo Rubio - Europa Press
O ministro não sabe o que Ábalos fez e alega que ela dormiu lá porque teve que participar com ele de uma visita a algumas obras do trem.
MADRID, 18 maio (EUROPA PRESS) -
A ministra da Educação, Formação Profissional e Esporte, Pilar Alegría, deve comparecer na quinta-feira ao comitê de investigação do "caso Koldo" do Senado, onde a maioria absoluta do PP a convocou para uma suposta festa promovida pelo ex-ministro dos Transportes José Luis Ábalos no Parador de Teruel em uma noite em que ela estava hospedada no mesmo estabelecimento.
Alegría negou qualquer conhecimento da festa e denunciou que há pessoas que procuram envolvê-la para prejudicá-la, incluindo uma campanha de assédio sexista contra ela nas redes sociais.
Para o PP, a ministra porta-voz do Executivo tem que ir à comissão para "esclarecer" o que teria acontecido naquele parador na noite de 15 para 16 de setembro de 2020, quando ela era delegada do Governo em Aragão.
E pelo mesmo motivo, ela também convocou o diretor do Parador de Teruel, Joaquín Gutiérrez, na segunda-feira, conforme anunciado pela porta-voz "popular" na Câmara Alta, Alicia García.
AS EXPLICAÇÕES DE ALEGRÍA
Nas últimas semanas, a ministra socialista explicou movimentos, horários, faturas e pessoas com quem compartilhou essas horas, especificando que sua estadia no Parador foi devido à visita de Ábalos a Teruel para testemunhar as obras da linha ferroviária Teruel-Valencia.
Alegría disse aos repórteres que durante o ano e meio em que foi delegada do governo, aproximadamente, ela só dormiu fora de casa por ocasião da viagem a Teruel.
Ela fez isso porque, disse, "como delegada, eu tinha que estar esperando por um ministro para participar de uma visita que terminava às 23h em La Puebla de Valverde, e também tinha que estar na Delegação às 10h da manhã seguinte, 16 de setembro".
"Não sei o que poderia acontecer em qualquer quarto de hotel a portas fechadas", acrescentou Alegría, que assegurou que com ela "eles bateram em um osso e estão perdendo seu tempo".
Mas o PP considera que Alegría deve explicar o que viu "na noite da farra de Ábalos", que é acusado de dar uma festa no Parador de Teruel naquela noite, o que ele negou.
A porta-voz popular referiu-se ao anúncio da convocação de Alegría por "corrupção, sexo, a lei do silêncio, a destruição do Parador, as ameaças de demissão aos trabalhadores e as versões contraditórias do governo" sobre esses supostos eventos.
A CONTRATAÇÃO DE JÉSICA
A maioria absoluta do PP no Senado também convocou Carmen Librero, ex-presidente da Ineco, na segunda-feira, com relação à contratação de Jésica Rodríguez, ex-sócia de Ábalos, nessa empresa pública.
E, na sexta-feira, Virginia Barbancho, gerente de projetos técnicos quando Jésica foi contratada, será convocada para esclarecer "quais funções ela desempenhou na empresa e se realmente fez algum tipo de trabalho".
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