Publicado 16/03/2026 15:52

Pezeshkian responde a Macron que não foi o Irã quem “iniciou esta guerra atroz”

25 de fevereiro de 2026, Sari, Mazandaran, Irã: O presidente iraniano MASOUD PEZESHKIAN durante uma reunião.
Europa Press/Contacto/Iranian Presidency

MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, insistiu que seu país “não iniciou esta guerra atroz”, em resposta ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, que lhe pediu para pôr fim aos ataques iranianos no Oriente Médio.

“Falar em pôr fim à guerra não faz sentido até que tenhamos a certeza de que não haverá mais ataques em nosso território no futuro”, defendeu nas redes sociais, onde se referiu à conversa telefônica mantida com o chefe do Eliseu.

Antes disso, deve-se “pôr fim ao uso de bases americanas na região contra o Irã, com o objetivo de perturbar nossas relações com nossos vizinhos”, indicou Pezeshkian.

O presidente ressaltou que não é possível alcançar a paz e a estabilidade regional “se ignorarmos a invasão sionista-americana” do Irã e, nesse sentido, garantiu que Teerã “não se renderá aos bandidos”. “A defesa contra uma invasão é um direito natural, e nisso somos bons”, destacou.

Pezeshkian denunciou que “iniciar uma guerra com fins de conquista, com base em informações falsas, é um ato medieval no século XXI”, em alusão às acusações de Israel e dos Estados Unidos — que, no último dia 28 de fevereiro, lançaram uma ofensiva surpresa contra o país asiático, matando o então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei — sobre o desenvolvimento de armas nucleares por parte da República Islâmica.

Por isso, ele indicou que espera “que a comunidade internacional condene essa invasão e convença os invasores a respeitar o Direito Internacional”.

Essas declarações foram feitas após uma conversa por telefone com seu homólogo francês, que lhe pediu que “ponha fim imediatamente aos ataques inaceitáveis” que Teerã está realizando na região “seja diretamente ou por meio de grupos afins, entre eles o Líbano e o Iraque”.

“A escalada descontrolada a que assistimos está mergulhando toda a região no caos, com graves consequências hoje e nos próximos anos”, refletiu Macron em uma mensagem publicada em suas redes sociais, acrescentando que “o povo iraniano, assim como os povos de toda a região, está pagando o preço”.

Vale lembrar que na última sexta-feira o próprio Macron confirmou a morte do suboficial francês Arnaud Frion em um ataque iraniano contra uma base internacional na província de Erbil, no Curdistão iraquiano.

As autoridades do Irã confirmaram, em seu último balanço, mais de 1.200 mortos pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, embora a organização não governamental Human Rights Activists in Iran, com sede nos Estados Unidos, tenha elevado no domingo para mais de 3.000 o número de mortos, em sua maioria civis.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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