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MADRID 19 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, questionou neste domingo a disposição dos Estados Unidos em negociar, apesar do anúncio de que o país enviará uma delegação ao Paquistão para uma nova rodada de negociações, e chegou a alertar que suspeita cada vez mais de que isso possa ser uma manobra para encobrir um novo ataque.
Especificamente, Pezeshkian mencionou a “falta de compromisso”, o “intimidação” e o “comportamento ilógico” nas negociações e durante o cessar-fogo, que se somam ao bloqueio naval e à “retórica ameaçadora das autoridades americanas contra o Irã”, segundo declarações do líder iraniano durante uma conversa com o primeiro-ministro paquistanês, Shahbaz Sharif, divulgadas pela mídia iraniana.
“Tais ações (...) apenas levam a questionar cada vez mais a seriedade” da vontade de negociar de Washington e “deixam cada vez mais claro que os Estados Unidos tentam repetir o padrão anterior e trair a diplomacia”, argumentou ele, referindo-se ao ataque surpresa contra o Irã em 28 de fevereiro, em pleno andamento das negociações entre as partes.
Pezeshkian transmitiu a Sharif seu agradecimento pelo trabalho de mediação e destacou a “determinação do Irã em defender a nação diante de um novo aventurismo dos Estados Unidos e do regime sionista”. Assim, ele alertou para as “consequências e implicações” desse possível ataque para a segurança regional e global.
Por outro lado, Pezeshkian expressou a vontade do Irã de manter boas relações com todos os seus vizinhos, “incluindo os países da costa sul do Golfo Pérsico”, sob o princípio do respeito mútuo.
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