Alexander Kazakov / Zuma Press / Europa Press
MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, afirmou perante os líderes do BRICS — que engloba a China, a Rússia, a Índia e outros países — que o grupo deve formar uma frente comum para denunciar os ataques a instalações nucleares e para combater as sanções “unilaterais”, em meio à ofensiva dos Estados Unidos contra o país da Ásia Central.
Assim, o líder iraniano exigiu “medidas práticas para combater as sanções unilaterais e desumanas”, enfatizando que isso deve se tornar “uma prioridade” para o grupo, que “deve ser uma voz em prol da justiça”.
Pezeshkian pediu que os BRICS se oponham à normalização dos ataques contra infraestruturas civis e instalações nucleares. “Qualquer ação contra esses locais constitui uma ameaça direta à paz e à segurança internacionais”, advertiu ele no âmbito da reunião de líderes do BRICS que está sendo realizada na Índia.
Ele também fez referência à situação em Gaza e à defesa do direito do povo palestino à autodeterminação, ressaltando que isso representa um “grande desafio” à credibilidade e à legitimidade da governança global; por isso, pediu que o BRICS dê um passo à frente para manter um papel ativo nessa questão.
A reunião dos líderes do BRICS na Índia tornou-se um fórum internacional alternativo ao das potências ocidentais, em um momento em que a guerra no Irã e sua expansão por todo o Oriente Médio colocam em risco a estabilidade mundial e têm impactos econômicos que se fazem sentir em toda a comunidade internacional.
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