Publicado 04/04/2025 08:43

Pezeshkian diz que o Irã "não busca conflito com nenhum país", mas reitera que "não hesitará em se defender".

A Rússia afirma que as diferenças em relação ao programa nuclear do Irã devem ser resolvidas "somente por meios políticos e diplomáticos".

Archivo - Arquivo - O presidente iraniano Masoud Pezeshkian durante um evento na capital Teerã (arquivo)
Iranian Presidency/ZUMA Press Wi / DPA - Arquivo

MADRID, 4 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, enfatizou que Teerã "não busca um conflito com nenhum país", embora tenha afirmado que "não hesitará em se defender", em meio a um aumento nas tensões depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou lançar bombardeios contra o país da Ásia Central se não houver um novo acordo sobre seu programa nuclear.

"O Irã não está buscando guerra com nenhum Estado, mas não hesitará em se defender", disse Pezeshkian ao príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman durante uma conversa telefônica na qual reiterou que Teerã "mantém atividades nucleares pacíficas". "O uso não pacífico da energia nuclear não tem lugar na estratégia de segurança e defesa", argumentou.

Ele expressou a disposição do Irã de participar de um diálogo com o objetivo de reduzir as tensões, um processo que "deve ser baseado em interesses e respeito mútuos", ao mesmo tempo em que enfatizou que "as atividades nucleares do Irã sempre estiveram sujeitas a verificação", de acordo com uma declaração publicada pela Presidência iraniana.

Enquanto isso, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, enfatizou na sexta-feira que "a questão nuclear iraniana deve ser resolvida e discutida apenas por meios políticos e diplomáticos", conforme relatado pela agência de notícias russa TASS. "Todos os lados devem mostrar absoluta moderação e se concentrar em esforços diplomáticos ao discutir todas as questões", disse ele.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, advertiu na segunda-feira que os EUA receberão "um duro golpe" se levarem a cabo a ameaça feita por Trump, enquanto o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, disse que "uma ameaça aberta contra o Irã de 'bombardeio' por um chefe de Estado é uma afronta chocante à essência da paz e da segurança internacionais".

O presidente dos EUA ameaçou "bombardear" e "mais tarifas" sobre o Irã se o país não concordar em assinar um acordo com os Estados Unidos que garanta que ele não desenvolverá armas nucleares. "Se não houver acordo, haverá bombardeios. Haverá bombardeios como vocês nunca viram antes", disse ele, logo após Pezeshkian ter dito que Teerã está aberto a contatos indiretos com Washington, descartando conversas diretas.

Trump retirou unilateralmente os Estados Unidos em 2018 do acordo nuclear histórico assinado três anos antes e impôs uma bateria de sanções contra Teerã que levou o país a reduzir seus compromissos com o pacto até que Washington voltasse a cumprir suas cláusulas. Desde seu retorno à Casa Branca, o magnata republicano voltou a ativar uma ampla gama de sanções, algo criticado pelo governo iraniano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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