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MADRID 3 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, denunciou nesta sexta-feira que as constantes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de mandar o Irã de volta à “Idade da Pedra” com novos ataques militares constituem, por si só, um “crime de guerra em massa”.
“Acaso ameaçar fazer toda uma nação retroceder à Idade da Pedra não significa nada mais do que um crime de guerra em massa? Essa foi a pergunta que fiz ao meu colega finlandês, que é jurista”, indicou ele sobre uma conversa telefônica que manteve nesta quinta-feira com seu homólogo da Finlândia, Alexander Stubb.
Nesse sentido, Pezeshkian criticou países terceiros, observando que a história “está repleta de exemplos” de “quem pagou um alto preço por seu silêncio diante dos criminosos”.
Stubb informou sobre a ligação em uma mensagem nas redes sociais, na qual discutiram a situação em Ormuz, enfatizando que é necessário um cessar-fogo e trabalhar em uma solução diplomática. “Apesar das divergências, é importante manter o diálogo”, ressaltou o líder nórdico.
Até o momento, as autoridades iranianas estimam em 2.076 o número de mortos pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel há mais de um mês, dos quais 216 são menores de idade. Por sua vez, a Meia Lua Vermelha iraniana informou que os bombardeios destruíram ou danificaram mais de 100.000 edifícios civis, quase 40.000 deles em Teerã, a capital. Além disso, cerca de 600 escolas e quase 300 centros de saúde foram atingidos nas quatro semanas de bombardeios.
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