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MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, afirmou que “todas as opções continuam em aberto” para pôr fim ao conflito desencadeado pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra seu país no final de fevereiro, após receber nesta quarta-feira em Teerã o primeiro-ministro paquistanês, Mohsen Naqvi, em meio aos esforços de mediação de Islamabad.
“O Irã cumpriu sistematicamente seus compromissos e explorou todas as vias possíveis para evitar a guerra; da nossa parte, todas as opções continuam em aberto”, afirmou o mandatário em uma mensagem em suas redes sociais.
Pezeshkian lembrou ao governo Trump que “obrigar o Irã a se render por meio da coação não passa de uma ilusão” e defendeu, na mesma publicação, que “o respeito mútuo na diplomacia é muito mais sensato, seguro e sustentável do que a guerra”.
Suas declarações foram feitas logo após receber na capital iraniana o ministro do Interior do Paquistão, com quem discutiu o andamento das negociações indiretas entre Teerã e Washington e a quem agradeceu pelo “apoio e pelos esforços do governo paquistanês em prol da estabilidade e da segurança” na região.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismaeil Baqaei, confirmou em declarações à emissora estatal IRIB que as autoridades iranianas estão analisando a última proposta dos Estados Unidos. “Recebemos os pontos de vista da parte americana e, atualmente, estamos examinando-os”, afirmou.
Nesse sentido, ele defendeu que a presença de Naqvi em Teerã facilita “a troca de mensagens” com os Estados Unidos e “o esclarecimento dos textos enviados entre as partes”.
Por outro lado, ele respondeu ao presidente Donald Trump afirmando que falar de “ultimatos e prazos” contra o país asiático é “ridículo”, depois que o inquilino da Casa Branca ameaçou repetidamente retomar os ataques contra território iraniano caso Teerã não aceite suas exigências.
A tensão continua aumentando, apesar de os Estados Unidos e o Irã estarem imersos em um processo de diálogo. As diferenças nas posições têm impedido, até o momento, a realização de uma segunda reunião em Islamabad, capital do Paquistão, que sediou um primeiro encontro presencial após o acordo de cessar-fogo firmado em 8 de abril, prorrogado desde então sem prazo determinado pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
O bloqueio do Estreito de Ormuz e o recente assalto e apreensão de navios iranianos na zona por parte das forças americanas têm sido um dos motivos invocados por Teerã para não comparecer a Islamabad, uma vez que considera que essas ações constituem uma violação do cessar-fogo que impede o processo de diálogo. Apesar disso, ambos os países mantêm seus contatos por meio da mediação paquistanesa.
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