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MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, afirmou nesta terça-feira que tanto ele quanto “mais de quatorze milhões” de iranianos estão dispostos a “sacrificar suas vidas”, em meio à ofensiva lançada de surpresa em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático, poucas horas antes do fim do último ultimato apresentado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para chegar a um acordo.
“Mais de 14 milhões de iranianos corajosos declararam até agora sua disposição de sacrificar suas vidas para defender o Irã”, disse o presidente em uma mensagem em suas redes sociais. “Eu também sacrifiquei minha vida pelo Irã, continuo fazendo isso e continuarei fazendo”, concluiu, sem dar mais detalhes. O país tem mais de 90 milhões de habitantes.
A mensagem de Pezeshkian foi publicada depois que Trump reiterou na segunda-feira seu ultimato a Teerã, que termina nesta terça-feira e pelo qual exige que o Irã abra o estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que ameaçou que o país inteiro “pode ser arrasado em uma noite”, incluindo ataques contra “cada ponte” e “cada usina nuclear”.
As autoridades do Irã confirmaram mais de 2.000 mortos pela ofensiva, entre eles figuras de destaque como o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei; o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; e os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respectivamente, bem como altos cargos das Forças Armadas e de outros órgãos de segurança.
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