Publicado 15/06/2026 15:07

Pezeshkian afirma que o mal-estar israelense é a prova da "vitória" do Irã

10 de junho de 2026, Teerã, Irã: O presidente iraniano Masoud Pezeshkian profere um discurso durante uma cerimônia em homenagem ao ex-Líder Supremo Ali Khamenei, em Teerã.
Europa Press/Contacto/Foad Ashtari

MADRID 15 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, afirmou nesta segunda-feira que o mal-estar de Israel após o anúncio do acordo preliminar alcançado entre os Estados Unidos e o Irã é a prova da “vitória” do país asiático.

“A preocupação e a raiva do regime sionista (Israel) em relação a esse processo são um sinal evidente do sucesso e da vitória da nação iraniana. Com a graça divina, continuaremos com força nesse caminho”, afirmou Pezeshkian durante um evento público transmitido pela televisão pública iraniana Press TV.

De qualquer forma, ele lembrou que o acordo alcançado não é um pacto definitivo. “O que foi acordado é um passo importante para interromper a guerra e iniciar as negociações. Ainda não se chegou a um acordo final”, destacou posteriormente nas redes sociais.

“A República Islâmica do Irã se preparou para todas as situações e a abordagem do governo, com ou sem acordo, é servir com sinceridade ao povo. A nação iraniana aprendeu com seu imã mártir que não deve se submeter à humilhação”, enfatizou.

Pezeshkian destacou em particular, durante sua intervenção pública, os “grandes esforços” dos membros da equipe de negociação, incluindo o chefe da delegação, Mohamad Baqer Qalibaf, e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, para alcançar um “marco” que representa uma “grande conquista” para o Irã. Essa equipe tem “obediência absoluta” ao líder iraniano, o aiatolá Mojtaba Jamenei, observou ele.

Este “sucesso diplomático” é resultado da “coesão, empatia e coordenação exemplares entre os três poderes” do Estado iraniano e também das Forças Armadas.

O líder iraniano destacou que a aplicação do acordo e o cumprimento dos compromissos assumidos pelos Estados Unidos poderiam abrir caminho para “resolver muitos problemas regionais e gerar uma nova situação internacional”.

Para Pezeshkian, os Estados Unidos pretendiam, com sua ofensiva militar, “afastar o povo”, mas “a nação defendeu a Revolução Islâmica, o clero islâmico e o país com uma demonstração épica de apoio”. “Enquanto permanecermos unidos, nenhuma potência poderá causar danos nem paralisar o país”, sublinhou.

Agora, Pezeshkian defende a melhoria das relações do Irã com os países muçulmanos “irmãos”. “Essa postura deve ser uma crença e uma estratégia comum a todos os cargos públicos”, observou. “O consenso sobre os princípios fundamentais entre os países muçulmanos é uma certeza absoluta”, reforçou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado