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MADRID 25 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, indicou que o motivo de sua presença na cerimônia de posse do recém-eleito presidente do Equador, Daniel Noboa, é pedir a libertação de "todos os presos políticos", entre os quais ele destacou o ex-vice-presidente do país, Jorge Glas, ex-"número dois" de Rafael Correa, que está preso desde 2024 sob a acusação de desvio de fundos públicos.
"É por isso que estou participando do ato de (posse) do presidente Noboa no Equador, pedirei a ele que liberte todos os presos políticos, articule as forças de defesa para conter o crime e estabeleça um diálogo nacional democrático", disse o presidente colombiano em sua conta na rede social X.
A presença de Petro na investidura de Daniel Noboa foi uma surpresa depois das acusações que ele fez sobre o processo eleitoral no qual o equatoriano foi o vencedor, que ele alegou ter "irregularidades" e disse não reconhecer as eleições.
Antes de entrar na cerimônia, o presidente disse à mídia que "o Equador precisa de diálogo nacional", assim como a Colômbia ou a Venezuela, e lembrou que "Glas é um prisioneiro político", de acordo com o jornal colombiano 'El Tiempo'.
As autoridades equatorianas acusam o ex-vice-presidente de um suposto crime de desvio de fundos públicos para o trabalho de reconstrução na província de Manabí após a passagem de um forte terremoto em 2016, que deixou mais de 670 mortos.
Jorge Glas foi preso em 2024 pela polícia equatoriana enquanto estava na embaixada mexicana em Quito, alegando que sua segurança estava em risco, apesar de o México ter confirmado, pouco antes da operação policial, que lhe concederia asilo político.
UMA ESTRATÉGIA DIPLOMÁTICA
Em uma extensa mensagem em sua conta na rede social X, o presidente colombiano continuou a justificar sua presença na inauguração como parte de uma estratégia diplomática com o Equador e outros países pertencentes à antiga "Gran Colombia" para "reconstruir o grande projeto de Bolívar sob as condições do século XXI", que incluiria Venezuela, Equador e Panamá.
"Sei que esse é um longo processo que deve começar com a elaboração de vários tratados entre nossos países, desde cidadania comum, liberdade de comércio, transparência entre graus acadêmicos", disse ele.
Por outro lado, o presidente comparou as denúncias de fraude na Venezuela com as que ocorreram no Equador e sustentou que o México está "cada vez mais integrado aos EUA" e o Brasil, "cada vez mais integrado à África e aos BRICS", ambos em "processo de fuga" da América Latina.
Ele também alertou sobre as "ameaças à soberania" do Panamá, "onde tropas estrangeiras já estão saqueando o Canal do Panamá", um país com o qual ele afirma ter mantido conversações para uma "articulação elétrica e cultural".
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