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MADRID 9 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordaram em sua recente ligação em realizar “ações conjuntas” contra o grupo paramilitar Exército de Libertação Nacional (ELN) para impedir que ele use a Venezuela como retaguarda.
“O presidente Petro voltou a dizer ao presidente Trump que ajudasse a golpear duramente o ELN na fronteira, porque quando nós atacávamos eles sempre acabavam na Venezuela e havia vezes em que a Venezuela ajudava e outras vezes em que não ajudava”, explicou o ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti, em entrevista à Blu Radio, detalhando que o líder norte-americano se comprometeu a realizar “ações conjuntas” contra o grupo guerrilheiro.
Benedetti indicou que, embora não haja medidas concretas, a ideia é que os membros do ELN também sejam atacados na “retaguarda”, quando “atravessam a fronteira” e entram na Venezuela, ações nas quais Trump teria oferecido seu apoio.
O objetivo, segundo o ministro colombiano, é que os guerrilheiros “não tenham retaguarda para se defender, mas o contrário”, e que não usem o território venezuelano como refúgio. “Isso seria feito pelo presidente Trump”, aprofundou. ENTENDER O ELN COMO UM CARTEL
A ligação telefônica entre Petro e Trump serviu para limar arestas entre os dois líderes, depois que a Casa Branca colocou o dirigente colombiano na berlinda e Trump o acusou de ser um “agitador” e de inação diante das redes de narcotráfico na Colômbia.
Segundo Benedetti, a ligação serviu para estabelecer um entendimento comum sobre a luta contra o narcotráfico no país e conseguiu o apoio de Trump ao enquadrar o ELN como um “cartel”.
“Falou-se do ELN como um cartel, que não tem nada a ver com romantismo ideológico ou algo do tipo, e isso foi colocado na mesa de discussão”, explicou, após comemorar que Trump se mostrou aberto a apoiar Bogotá nos ataques contra os militantes.
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