Publicado 17/03/2026 01:42

Petro sugere que o Equador poderia estar "bombardeando" a Colômbia na fronteira

Archivo - Arquivo - 3 de fevereiro de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O presidente colombiano GUSTAVO PETRO gesticula enquanto fala em uma coletiva de imprensa na Embaixada da Colômbia em Washington, DC
Europa Press/Contacto/Joey Sussman - Arquivo

MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira que o Equador poderia estar “bombardeando” seu país na fronteira, após o “aparecimento de uma bomba” que, em sua opinião, não provém de grupos armados ilegais, ao mesmo tempo em que informou que tal descoberta está sendo investigada atualmente.

“Apareceram bombas, uma bomba, lançada de um avião; vamos investigar bem as circunstâncias, bem na fronteira com o Equador, o que confirma um pouco a minha suspeita. Mas é preciso investigar bem se estão nos bombardeando a partir do Equador e se não são os grupos armados”, afirmou o presidente da Casa de Nariño durante sua intervenção no Conselho de Ministros, conforme divulgado pela Presidência em comunicado à imprensa.

Sobre esse achado, bem como sobre a “ocorrência de explosões”, Petro afirma ter informado seu homólogo nos Estados Unidos, Donald Trump, a quem pediu que “aja” e “ligue para o presidente do Equador”, Daniel Noboa, porque, insistiu, sua nação não quer “entrar em guerra”.

“Há uma gravação que deve ser tornada pública. Não fomos nós que a fizemos, ela chegou, porque isso vem do Equador. Há algo estranho, e eu pedi ao (presidente Donald) Trump que aja, que ligue para o presidente do Equador, porque nós não queremos entrar em guerra”, observou o líder do país caribenho.

Em seguida, ele ressaltou que “a soberania nacional é respeitada” e que, “após a investigação técnica, para saber exatamente (se) a bomba está ativa, (se) é perigosa”, deverá “tomar as decisões cabíveis”.

"Tenho orgulho de ter tirado a Colômbia do perigo dos mísseis, que estão caindo por todo o mundo agora. É uma época de mísseis, uma morte para a humanidade, ameaça após ameaça", destacou ele, ressaltando, em uma citação pouco clara com uma alusão velada à intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, que seu país "também" não tem "por que ser bombardeado com armas menores, do ponto de vista de um míssil".

Vale lembrar que ambos os países iniciaram a guerra comercial em janeiro, quando Quito anunciou a imposição de uma tarifa de 30% sobre produtos colombianos, após aumentar em mais de 90% a tarifa de transporte de petróleo colombiano pelo Oleoduto Transecuatoriano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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