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MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que não haverá negociação com as dissidências das FARC comandadas por Alexander Díaz Mendoza, conhecido como “Calarcá”, se elas se dedicarem a violar os acordos com o governo, incluindo “matar soldados” ou cometer “crimes de guerra” contra “seus rivais”.
“Eu gostaria de fazer a paz, mas ela precisa ser feita com base em fundamentos sérios, não em mentiras”, disse Petro durante o último Conselho de Ministros, sobre uma questão que, nas últimas semanas, tem sido parte das reivindicações do Ministério Público, que tem insistido para que ele reative o mandado de prisão contra ‘Calarcá’.
Petro contou que pediu ao comissário para a Paz, Otty Patiño, que “não haja paz” com ‘Calarcá’ se ele tiver violado os acordos com o governo, entre eles não queimar a selva, matar militares colombianos ou rivais de outros grupos armados, como as dissidências de ‘Iván Mordisco’, aos quais ele classificou como “narco, narco”.
“Bem, se não há paz, o que vamos fazer?”, concluiu Petro, segundo a imprensa colombiana, no que parece ser um novo revés para sua política de paz total, com a qual ele tentou, sem sucesso, alcançar a paz com diferentes grupos armados, a poucos meses de ter que deixar a Casa de Nariño após o término de seu mandato.
As dissidências do Estado-Maior dos Blocos e Frentes (EMBF) de 'Calarcá' se separaram do Estado-Maior Central (EMC) de 'Mordisco' para supostamente firmar um acordo de paz com o governo. No entanto, desde outubro de 2023, quando foram estabelecidos certos acordos, não cessaram suas atividades, ganhando território e protagonizando constantes confrontos com as forças de segurança.
Aos dissidentes de 'Calarcá' é atribuído o massacre de cerca de trinta pessoas em Guaviare, principalmente membros dos grupos comandados por 'Mordisco' em janeiro deste ano, bem como o ataque a um helicóptero da Força Aérea colombiana em Antioquia, em agosto de 2025.
As declarações de Petro ocorrem, além disso, poucas horas depois de a delegação do governo que negocia a paz com a Coordenadora Nacional Exército Bolivariano, outra das dissidências das FARC, ter proposto ao presidente colombiano o rompimento do diálogo, após a morte de três militares nesta semana na Casa de Nariño.
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