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Ele apresenta uma série de condições para retomar as negociações com a guerrilha MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, rejeitou nesta segunda-feira a proposta de Acordo Nacional apresentada pela guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) e alertou que poderá haver ações militares conjuntas com a Venezuela.
“Se o ELN não se unir à paz, abandonando a Venezuela, haverá ações conjuntas com a Venezuela de tipo militar”, afirmou Petro em uma mensagem publicada em sua conta na rede social X. Petro lembrou as oportunidades anteriores de negociação. “Foi oferecido um acordo e o ELN o destruiu com sangue e fogo, matando humildes camponeses. Esse massacre deveu-se ao controle de cultivos ilícitos e ao controle do ouro ilícito”, criticou.
Assim, ele propôs como condições para retomar o diálogo que o ELN abandone as economias ilegais, pare de recrutar menores de idade e devolva aqueles que mantém em cativeiro. “Todo o ELN deve passar para a Colômbia e começar a discutir as zonas de concentração regionais e os planos de participação cidadã para a transformação territorial das zonas de conflito”, exigiu. Além disso, pede que cessem “todos os conflitos com outras organizações em processo de paz com o governo”. Sobre as propostas transformadoras, Petro sustenta que “as comunidades devem recuperar sua liberdade e projetar com elas a transformação progressista do território”. “Toda transformação é acordada com seus habitantes”, reforçou. A guerrilha tem uma implantação mais ampla na região fronteiriça entre a Venezuela e a Colômbia e, por isso, Petro propôs que deve ser impulsionada uma zona econômica especial agrária e industrial entre Norte de Santander e Táchira. Ele também se referiu à possibilidade de reintegração dos combatentes da guerrilha. “A reintegração das bases combatentes é feita por meio de grandes cooperativas produtivas para substituir o financiamento ilegal das pessoas”, afirmou. No plano político, ele insistiu em sua proposta de Assembleia Constituinte entendida como um aprofundamento do texto de 1991 e para blindar direitos fundamentais e alcançar “um país mais justo”. “A Constituição de 1991 não é substituída, mas reforçada para que seus princípios e ordens, como o salário mínimo, sejam cumpridos”, enfatizou. O ELN propôs esse “acordo nacional” para superar a “crise estrutural” e o “conflito social, político e armado” no país. O ELN enquadrou essa proposta no contexto de um mundo “convulsionado” pelas recentes “agressões do imperialismo norte-americano”, em referência à captura pelo Estados Unidos do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar em Caracas.
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