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Ele está confiante de que "uma boa parte" das pessoas que o amam virá em sua defesa se houver uma intervenção dos EUA.
MADRID, 5 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, condenou nesta segunda-feira as "ameaças ilegítimas" que seu homólogo norte-americano, Donald Trump, fez nas últimas horas após a intervenção militar na Venezuela para destituir Nicolás Maduro do poder, e advertiu que "pela pátria" ele é capaz de pegar em armas novamente, que deixou para trás após seu passado guerrilheiro.
"Embora eu não tenha sido um militar, conheço a guerra e a clandestinidade. Jurei não tocar em nenhuma arma desde o pacto de paz de 1989, mas pela pátria voltarei a pegar em armas, o que não quero", reagiu ele em uma longa mensagem nas redes sociais, às ameaças que mais uma vez vêm de Washington após a captura de Maduro.
"Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas, só tenho como propriedade a casa da minha família, que ainda pago com meu salário. Meus extratos bancários foram publicados. Ninguém pode dizer que eu gastei mais do que meu salário. Não sou ganancioso", disse ele.
Da mesma forma, ele expressou sua convicção de que "uma boa parte do povo colombiano" que "o ama e o respeita, soltará a onça popular" se ocorrer um episódio como o que ocorreu na noite do último sábado em Caracas.
"Tenho enorme confiança em meu povo e é por isso que pedi ao povo que defenda o presidente de qualquer ato ilegítimo de violência contra ele. A maneira de me defender é tomar o poder em todos os municípios do país. A ordem para as forças de segurança não é atirar no povo, mas atirar nos invasores", disse ele.
Petro destacou suas políticas contra o narcotráfico e os grupos armados para se livrar das acusações da administração Trump, que incluem a erradicação de cultivos ilícitos, prisões, bombardeios controlados, apreensões de registros ou o julgamento de suas fianças, e pediu aos Estados Unidos que evitem qualquer intervenção. "Eles matarão muitas crianças", disse ele.
"Se bombardearem os camponeses, eles se transformarão em milhares de guerrilheiros nas montanhas", previu o presidente colombiano, que afirmou que a Casa Branca está sendo enganada por informações "completamente errôneas", resultado dos "interesses dos políticos colombianos" ligados à "máfia".
"Eles querem romper as relações entre os Estados Unidos e a Colômbia para que o tráfico de cocaína possa disparar em todo o mundo", disse Petro. "Portanto, saibam que estão enfrentando um comandante do povo", observou ele.
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