Publicado 04/08/2026 02:45

Petro reitera sua posição sobre as eleições presidenciais: “Como um democrata pode aceitar uma fraude eleitoral?”

Archivo - Arquivo - 10 de junho de 2026, Nova York, Nova York, EUA: Gustavo Petro Urrego, presidente da República da Colômbia, fala à imprensa após a reunião do Conselho de Segurança sobre o tema “Promovendo soluções políticas no Oriente Médio: mediação e
Europa Press/Contacto/Lev Radin - Arquivo

MADRID 4 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente cessante da Colômbia, Gustavo Petro, reiterou suas denúncias de fraude eleitoral nas eleições presidenciais que levaram o ultradireitista Abelardo de la Espriella a se tornar seu sucessor à frente da Casa de Nariño, apesar de este último ter anunciado sua intenção de mudar a sede presidencial, transformando a atual em um museu aberto ao público.

“Exigem que eu me comporte bem, mas como um democrata pode aceitar uma fraude eleitoral? Nem nos Estados Unidos nem em qualquer parte do mundo”, defendeu Petro em declarações à imprensa, afirmando que seu “compromisso” é “com o povo” e “com o país”.

No calor desse argumento, ressaltando que “não existe” tal “vitória eleitoral” para Abelardo de la Espriella, o líder latino-americano enfatizou que o país assistirá, no próximo dia 7 de agosto, na cidade de Cali, à posse de um “presidente ilegítimo” porque, alegou ele, “quem venceu se chama Iván Cepeda”.

“Estrangeiros cometeram, com dinheiro estrangeiro, a fraude eleitoral que impõe um presidente que não venceu as eleições. Adeus, soberania nacional. E para que serve uma nação sem soberania nacional? Não é uma república, não é soberana. Toda a Constituição da Colômbia desmorona e nos tornamos uma colônia; portanto, a partir das 15h (hora local) desta sexta-feira, colônia”, alertou quem, no último dia 21 de julho, entrou com uma ação para anular as eleições presidenciais, alegando uma suposta “manipulação algorítmica” dos votos.

NOVAS PROVAS SOBRE A SUPOSTA FRAUDE

Nesta mesma segunda-feira, o presidente apresentou um conjunto de evidências que, segundo ele, comprovam a existência da fraude eleitoral que ele denunciou em diversas ocasiões em relação às eleições presidenciais deste ano de 2026. Tudo isso, explicou ele, é fruto do trabalho de organizações civis, especialistas em programação, estatística e direito.

“Esse conjunto de evidências deve ser analisado como um todo para constatar que, de fato, o que ocorreu foi uma fraude eleitoral algorítmica, sistemática e envolvendo um volume enorme de votos, em favor de Abelardo de la Espriella, sem que a decisão popular tenha sido levada em conta”, afirmou.

Durante sua intervenção, Petro questionou o papel do Registro Nacional do Estado Civil e do Conselho Nacional Eleitoral, assegurando que este vem descumprindo uma decisão do Conselho de Estado de 2018 que, conforme explicou, determinava a mudança do software eleitoral para que fosse de propriedade do Estado e não pudesse ser modificado nem internamente nem externamente.

Ao mesmo tempo, criticou a eliminação do chamado “candado hash” nas atas oficiais dos votos de cada mesa, conhecidas como E-14. Esse mecanismo, observou ele, garantia que os documentos em formato PDF não pudessem ser modificados.

Citando a referida investigação, o presidente cessante da Casa de Nariño indicou que, de acordo com o trabalho realizado pelas chamadas “testemunhas digitais” e pela “Frente Digital”, foram identificados 1.350 seções eleitorais com padrões estatísticos que não correspondem a um comportamento aleatório da votação. Essas anomalias, enfatizou ele, teriam afetado cerca de sete milhões de votos devido a um suposto software utilizado com o objetivo de alterar os resultados eleitorais.

RUMO AO ESTADO DE CONMOCÃO INTERNA

Por outro lado, o presidente afirmou que se comprometeu a “não levar a Colômbia às armas e à violência”, após o que sustentou que agora “está bem claro o que pode ser uma guerra civil” no país. “Temos informações sobre dezenas de toneladas de explosivos em Cali, no Vale do Cauca e em outros locais. Estamos tentando apreendê-los porque, se chegarem até lá, o que teremos é terrorismo”, alertou.

Isso, segundo Petro, “se encaixa em uma lógica” que, em sua opinião, tem a ver com “decretar o estado de comoção interna para, por meio de decretos-lei, acabar com as reformas sociais” que, afirmou ele, foram impulsionadas “com tanto esforço” durante seu mandato.

Apesar de, no final do mês de junho passado, o presidente cessante ter garantido que seu governo estava pronto para iniciar um processo de transição “ordenado e transparente” e “não ser um obstáculo” para o recém-eleito, Petro não deixou de manifestar, em repetidas ocasiões, suas dúvidas sobre os resultados dessas eleições que culminarão na posse presidencial do novo chefe de Estado colombiano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado