PRESIDENCIA DE COLOMBVIA/JUAN DIEGO CANO - Arquivo
MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente cessante da Colômbia, Gustavo Petro, insistiu nesta segunda-feira na existência, em sua opinião, de “fraude eleitoral” nas eleições presidenciais cujo segundo turno foi realizado no último dia 21 de junho, reiterando que o vencedor “pelo voto popular” foi Iván Cepeda, do partido governista, e não Abelardo de la Espriella, da extrema direita.
“O atual presidente da Colômbia está diante de evidências de uma fraude eleitoral por meio de algoritmos e com financiamento estrangeiro, o que é proibido pela nossa Constituição”, afirmou o presidente cessante da Casa de Nariño em uma mensagem publicada nas redes sociais, utilizando a terceira pessoa e acrescentando que “quem venceu as eleições pelo voto popular foi Iván Cepeda”.
Atribuindo a vitória do ultradireitista Abelardo de la Espriella a “algoritmos da Califórnia” criados por “empresas de inteligência privada de Israel”, Petro afirmou que os sistemas judiciais colombiano e norte-americano “terão todas as provas” porque, segundo ele, “os crimes foram cometidos em território dos Estados Unidos”.
“É claro que minhas declarações são graves, mas não irresponsáveis. Elas estão totalmente comprovadas”, afirmou ele, argumentando que “somente a fraude leva corruptos a se tornarem presidentes” e que “o senhor Abelardo só será presidente por causa da fraude cometida nos Estados Unidos com empresas israelenses”.
A esse respeito, o chefe cessante do Executivo colombiano considerou que De la Espriella “vendeu a soberania nacional em troca de uma presidência espúria”, ao mesmo tempo em que reiterou não reconhecer “a legitimidade do governo entrante” porque, segundo ele, “Abelardo não venceu as eleições”.
“O Registro Eleitoral, de forma incompetente ou corrupta, entregou a segurança do voto do povo da Colômbia a empresas cujos governos, de acordo com sua legislação nacional, já tinham um candidato na Colômbia; por isso não houve alarme”, defendeu.
Nesse contexto, Petro afirmou ter “todas as informações” sobre “a partir de qual servidor IP localizado em Los Angeles” foram utilizados algoritmos que “alteraram substancialmente a votação a favor” de De la Espriella. “Os algoritmos que viciaram o resultado eleitoral foram usados com o cadastro eleitoral daqueles que nunca votam, para que fossem substituídos por eleitores que poderiam votar várias vezes ou por ausências nas mesas de votação compostas por jurados homogêneos”, insistiu.
Apesar de, no final do mês de junho passado, o presidente cessante ter garantido que seu governo estava pronto para iniciar um processo de transição “ordenado e transparente” e “não ser um obstáculo” para o recém-eleito, Abelardo de la Espriella, Petro não deixou de insistir em suas dúvidas sobre os resultados dessas eleições, que culminarão na posse presidencial do novo chefe de Estado colombiano no próximo dia 7 de agosto.
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