Publicado 23/10/2025 22:06

Petro pede que os EUA reduzam o uso de drogas "e leiam mais Gabriel García Márquez".

Archivo - Arquivo - O presidente da Colômbia, Gustavo Petro Urrego, durante a inauguração da exposição 'Gabo Vive en la Casa de Nariño', em Bogotá, Colômbia.
ANDREA PUENTES - PRESIDENCIA DE COLOMBIA - Arquivo

MADRID 24 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu na quinta-feira aos Estados Unidos que "reduzam o consumo e leiam mais Gabriel García Márquez", como parte de sua resposta às últimas declarações de seu homólogo norte-americano, Donald Trump, nas quais acusou o Estado colombiano de ser "um antro de drogas".

"A Colômbia não é um antro de drogas, na verdade as drogas que são produzidas na Colômbia acabam em antros nos EUA para o consumo para o qual são produzidas", afirmou Petro na rede social X, negando as acusações feitas por Trump.

No entanto, apesar de rejeitar o novo ataque do presidente dos EUA e o rompimento de Trump com a Colômbia, Petro pediu a colaboração entre os dois executivos, afirmando que "os governos onde as drogas são produzidas e consumidas devem ser capazes de construir estratégias comuns".

Da mesma forma, o presidente colombiano mostrou sua insatisfação com as importações colombianas para o país norte-americano e afirmou que "é fundamental que os cidadãos e o governo dos Estados Unidos possam encontrar maneiras de os Estados Unidos reduzirem o consumo e lerem mais Gabriel García Márquez", um autor que ele insistiu repetidamente em reivindicar como um símbolo nacional da Colômbia.

Além disso, em resposta à intenção expressa por Trump e seu Secretário de Defesa, Pete Hegseth, de matar membros de cartéis de drogas, Petro destacou as ações do Estado colombiano. "Os cartéis são o que nós, colombianos, destruímos e continuaremos destruindo", disse ele, pedindo para "separar a máfia do poder político e da sociedade".

A resposta de Petro veio após uma reunião de membros da administração Trump com a imprensa, na qual o presidente dos EUA anunciou ataques terrestres em uma expansão no terreno da campanha com a qual seu governo alega estar impedindo a entrada de drogas no país, embora sem indicar onde eles ocorreriam.

Em seu discurso, ele acusou a Colômbia de ser "um antro de drogas" e o México de ser "governado pelos cartéis", em uma diatribe na qual também não deixou de lado a Venezuela, país com o qual sua administração "não está muito feliz, por muitas razões", embora o tráfico de drogas seja apenas "uma delas".

O confronto entre Trump e Petro vem aumentando nas últimas semanas, com o inquilino da Casa Branca na quarta-feira classificando seu homólogo colombiano como "bandido e um cara mau que produz muitas drogas", ameaçando tomar "medidas muito severas contra ele e seu país" se ele não parar com as declarações contra ele.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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