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MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu uma mobilização pacífica durante a greve geral convocada para quarta-feira (28) e quinta-feira (29), mas advertiu que "haverá infiltrados".
"A violência vai contra o que estamos pedindo", disse o presidente colombiano durante o último conselho de ministros antes das mobilizações que começam nesta quarta-feira em defesa da consulta popular sobre a reforma trabalhista do governo que foi derrubada pelo Senado.
"O presidente da República tem uma posição em relação aos direitos e à dignidade dos trabalhadores na Colômbia", insistiu o presidente, que criticou os "ativistas do século 21" que querem enriquecer "empobrecendo e assediando os trabalhadores", segundo a RCN.
Petro também pediu aos empregadores que permitam que seus funcionários entrem em greve. "Eles têm o direito de sair e protestar", lembrou ele, aproveitando a oportunidade para acusar novamente o presidente do Senado, Efraín Cepeda, de ter cometido "fraude" durante a votação.
Há algumas semanas, o Senado rejeitou uma lista de doze perguntas sobre a reforma trabalhista por 49 votos contra e 47 a favor. O governo denunciou que a votação foi encerrada de forma irregular e que Cepeda também permitiu que um dos senadores da oposição mudasse seu voto depois de já ter votado.
O novo referendo proposto pelo governo inclui quatro perguntas adicionais sobre questões de saúde.
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