Europa Press/Contacto/Luisa Borja Luna
MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu ao seu sucessor, Abelardo de la Espriella, que não feche a fronteira com a Venezuela, afirmando que a reabertura do ponto de passagem em Cúcuta trouxe consigo uma redução da pobreza e um fluxo comercial de 1.000 milhões de dólares (cerca de 875 milhões de euros).
“Espero que não fechem novamente a fronteira que eu abri e que resultou na redução da pobreza em Cúcuta e no Norte de Santander”, afirmou ele em uma mensagem divulgada nas redes sociais, coincidindo com a visita do presidente eleito a essas regiões.
Conforme ele destacou, a reabertura da fronteira com a Venezuela, uma das grandes medidas pelas quais Petro lutou ao assumir o cargo, resultou em um “comércio binacional” que atingiu o valor mencionado, enquanto o governo anterior de Iván Duque “deixou esse número em zero”.
De la Espriella iniciou em Cúcuta uma viagem pelos diversos departamentos da Colômbia para “conhecer em primeira mão a realidade das regiões”, em uma tentativa de levar ao território o novo fôlego que pretende imprimir ao governo colombiano após a vitória nas eleições de 21 de junho passado.
Assim, ele afirmou que deseja “ouvir suas comunidades e tomar as decisões que cada território exige”.
O presidente cessante e o novo presidente estão protagonizando um duro confronto diante da iminente mudança em Bogotá, em um momento em que a tensão levou à interrupção do processo de transferência de poder, com acusações mútuas de violação da Constituição colombiana.
Na terça-feira, De la Espriella acusou Petro de golpismo e apelou às Forças Armadas para que protejam a Constituição e a democracia colombiana, enquanto o presidente cessante insiste em não reconhecer o resultado eleitoral e aponta uma suposta fraude.
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