Publicado 17/11/2025 02:31

Petro pede desculpas pela morte de sete crianças recrutadas por grupos armados em um ataque em Guaviare

Defende meios armados se os paramilitares "não concordarem com a negociação e a paz".

Archivo - Arquivo - 5 de abril de 2025, Pasto, Narino, Colômbia: O presidente colombiano Gustavo Petro participa de um evento na cidade de Pasto, anunciando a destruição de materiais bélicos e a incorporação de programas de substituição de culturas dos "C
Europa Press/Contacto/Camilo Erasso - Arquivo

MADRID, 17 nov. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu desculpas no domingo pela morte de sete crianças recrutadas por dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) durante um bombardeio realizado pelo exército esta semana em Guaviare, no leste do país, contra o grupo rebelde liderado pelo vulgo 'Ivan Mordisco'.

"A perda dos menores é dolorosa e levarei essa dor em minha consciência, e sei que nunca serei capaz de superar a dor de suas mães, a quem peço perdão", disse ele em uma longa declaração em sua conta na rede social X, onde se declarou "responsável como comandante" da operação.

Petro reiterou em sua defesa que "as colunas dos narcotraficantes passam pela selva e não são visíveis para saber suas idades". Ele também ressaltou que os menores, que "não detectamos que existiam, são combatentes em ação ofensiva" e que, portanto, o Direito Internacional Humanitário os exclui "do tratamento de populações civis". Isso, ele acrescentou, "não é desculpa para o recrutamento de menores ou para não tentar tratá-los de forma diferente".

O presidente justificou a tragédia fazendo alusão ao fracasso dos diálogos de paz dos grupos paramilitares, o que levou ao "fortalecimento da (sua) ganância e fez do recrutamento de crianças sua estratégia para se defender com covardia".

"Estamos respondendo ao processo de ruptura da paz, que nunca deveria ter sido realizado, mas essa foi a realidade histórica que nos precedeu e, portanto, temos que usar as armas que temos", afirmou em uma nota na qual defendeu "a opção armada se o grupo armado não concordar com a negociação ou a paz".

Nesse sentido, Petro afirmou que as autoridades colombianas não podem "permitir que o narcotráfico passe ao poder territorial ou nacional", para o qual é necessário "integrar formas de ação social, política e militar". "É por isso que tomei a decisão de bombardear", afirmou.

No sábado, o presidente já havia usado força maior para justificar o bombardeio que matou sete crianças, três meninos e quatro meninas. "Não é um crime de guerra, porque se não fosse feito, 150 homens bem armados poderiam ter matado 20 soldados que estavam na frente", disse ele na mesma plataforma, onde destacou a libertação de mais de 2.400 menores nesse contexto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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