Juan Cano/Presidencia Colombia/d / DPA - Arquivo
MADRID 3 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu “cordialmente” ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, que o retirasse da lista de sanções do Departamento do Tesouro, em uma ligação telefônica nesta sexta-feira, na qual também discutiram os compromissos de Bogotá com a erradicação dos cultivos de coca.
A Presidência da Colômbia divulgou um comunicado no qual detalha que Petro “solicitou cordialmente ao presidente Trump que apoie sua retirada” da lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), na qual foi incluído no final de outubro de 2025 por supostas ligações com o tráfico de drogas.
O comunicado indica que Trump afirmou que “fará o possível” para que o pedido seja atendido e destacou que, após a reunião que mantiveram em fevereiro deste ano na Casa Branca, constatou que o presidente colombiano “é um bom homem”.
Em uma mensagem nas redes sociais, Petro explicou que Trump não sabia que tanto ele quanto sua família continuavam sob sanções do governo dos Estados Unidos, todos incluídos na lista popularmente conhecida como “lista Clinton”, em um momento em que as relações entre Washington e Bogotá não estavam das melhores.
“Ele me prometeu agir sobre o assunto”, disse ele. Além de Petro, também constam nessa lista a primeira-dama, Verónica Alcocer, e o atual ministro do Interior, Armando Benedetti, como figuras do atual governo da Colômbia.
PROGRAMAS DE ERRADICAÇÃO DE CULTIVOS DE COCA
Durante a conversa, Petro expôs os bons resultados de sua gestão na erradicação voluntária de cultivos de coca. “A meta acordada de atingir cerca de 30.000 hectares erradicados no âmbito do programa foi cumprida, e espera-se chegar a 41.000 até o final de 2026”, pode-se ler no comunicado da Presidência.
Além disso, Petro também pediu a Trump que colaborasse com o presidente eleito, Abelardo de la Espriella, para manter os programas de substituição de culturas ilícitas; por outro lado, comprometeu-se a dialogar com as próximas autoridades colombianas “para que haja um entendimento político (...) com a oposição”.
“Solicitei sua ajuda para impedir que o ódio gerado em uma parte da sociedade colombiana não leve ao derramamento de sangue e à violência por parte daqueles que o instigam e financiam”, acrescentou Petro também nas redes sociais.
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