Publicado 30/06/2026 01:07

Petro ordena uma “ofensiva total” contra a maior facção dissidente das FARC na Colômbia

Archivo - Arquivo - Gustavo Petro, presidente da Colômbia, em uma marcha pela paz
PRESIDENCIA DE COLOMBIA/OVIDIO GONZALEZ - Arquivo

MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente cessante da Colômbia, Gustavo Petro, ordenou o lançamento, no sudoeste do país, de uma “ofensiva total” contra o Estado-Maior Central (EMC), a maior facção dissidente das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), liderada por Néstor Gregorio Vera, mais conhecido como “Iván Mordisco”.

“Dei uma ordem: ofensiva total contra o grupo armado mais sanguinário do narcotráfico”, afirmou Petro em uma mensagem nas redes sociais, na qual disse esperar “obediência” de “todas” as forças militares e policiais.

Afirmando que “é a hora” da “ofensiva final” no departamento de Cauca, o presidente cessante da Casa de Nariño dirigiu-se aos “jovens e crianças que integram a força mafiosa” para pedir que abandonem “as fileiras do narcotráfico” e passem para a vida civil. “A lei os protege; por favor, antes que os mísseis caiam sobre nosso povo”, apelou ele.

Além disso, Petro comemorou que “conseguiu derrotar os dois principais chefes das estruturas” de “Iván Mordisco” no Cauca. Isso está relacionado à “neutralização” anunciada nesta segunda-feira pelo ministro da Defesa colombiano, Pedro Arnulfo Sánchez, de “Ñeque”, um dos “principais substitutos e responsáveis pelas finanças ilegais da estrutura de ‘Mordisco’”.

O conhecido como ‘Ñeque’ era, conforme precisou Sánchez em uma mensagem publicada em suas redes sociais, “o braço direito do conhecido como ‘Marlon’”, supostamente “neutralizado” há cerca de dez dias. Ele próprio “administrava os recursos que trazem morte e sofrimento por meio do tráfico de drogas, que financiavam a compra de armas e explosivos, o recrutamento forçado de menores e a execução de atentados terroristas nos departamentos de Cauca, Valle del Cauca e Nariño”, alertou.

Ele respondia a acusações nos Estados Unidos por narcoterrorismo, apoio a organização terrorista, tráfico internacional de cocaína e armas de fogo. Por isso, destacou o ministro da Defesa, sua neutralização representa um “golpe estratégico contra o braço financeiro e logístico das dissidências de ‘Mordisco’, o financiamento de ações terroristas e a expansão criminosa”.

Com relação ao conhecido como ‘Marlon’, o ministro Sánchez destacou que, embora “os relatórios operacionais e de inteligência indicassem que esse criminoso havia sido neutralizado”, como “o corpo não foi recuperado”, tal neutralização não pode ser considerada “plenamente” confirmada, pois, como ele insistiu, “isso só pode ser comprovado por meio da inspeção técnica do cadáver e da respectiva identificação por um médico legista”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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