Publicado 13/11/2025 18:04

Petro nomeia o ex-presidente da Suprema Corte da Colômbia César Valencia como novo ministro da Justiça

SANTA MARTA, 10 de novembro de 2025 -- O presidente colombiano Gustavo Petro participa de uma coletiva de imprensa de declaração conjunta durante a quarta cúpula entre a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e a União Europeia (UE)
Europa Press/Contacto/Andres Moreno

MADRID 13 nov. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, nomeou nesta quinta-feira o ex-presidente da Suprema Corte César Valencia Copete como novo ministro da Justiça, após a renúncia de Eduardo Montealegre devido à absolvição em segunda instância do ex-presidente Álvaro Uribe.

"Em homenagem aos magistrados perseguidos, o ex-juiz César Julio Valencia Copete será o ministro da Justiça", confirmou o presidente colombiano em uma breve mensagem publicada na rede social X, sem dar mais detalhes.

César Valencia Copete, advogado da Universidad Externado de Colombia e especialista em direito comercial, torna-se assim o quarto ministro da justiça durante o mandato de Petro, depois que Montealegre renunciou ao cargo por causa do caso Uribe.

O ex-ministro da Justiça também estava sendo investigado pela Procuradoria Geral da República, liderada por Gregorio Eljach, por seu suposto envolvimento em política depois de ter se manifestado contra o candidato presidencial de extrema direita Abelardo De La Espriella.

Montealegre, que chegou a acusar Eljach de suposta prevaricação, acusou a Procuradoria Geral em sua carta de renúncia. "A Procuradoria Geral da República não agirá para punir os crimes contra a humanidade do Aro e da Granja cometidos por Uribe, nem os vínculos dele e de sua família com o paramilitarismo. Uribe é o mestre da justiça, e a justiça, como um escravo, se curva submissa diante de seu imenso poder", diz o documento.

O novo ministro da justiça teve grandes confrontos com o ex-presidente Álvaro Uribe quando ele era presidente da Suprema Corte de Justiça por causa do caso das escutas telefônicas ilegais ou "chuzadas" de juízes, jornalistas, políticos da oposição e ativistas de direitos humanos. O escândalo levou à dissolução do Departamento Administrativo de Segurança (DAS), a principal agência de serviço secreto da Colômbia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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