JOEL GONZÁLEZ, PRESIDENCIA DE COLOMBIA
MADRID 19 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, liderou a cerimônia de abertura da Embaixada da Colômbia em Porto Príncipe, Haiti, na sexta-feira, com o objetivo de fortalecer as relações entre os dois países "de verdade" e reforçar a presença de "nações progressistas" nessa região do mundo.
"Na abertura da Embaixada da Colômbia no Haiti, o chefe de Estado convidou o Haiti e as repúblicas do Caribe a se unirem às nações progressistas do continente americano para 'se tornarem a maioria neste canto do planeta'", diz um comunicado da Presidência da Colômbia.
De acordo com a Presidência, o objetivo desse novo passo nas relações bilaterais com o Haiti não é outro senão "deixar de estar sozinho", porque "a solidão só leva à morte". "Chegou a hora de nos unirmos verdadeiramente para levantar as bandeiras da liberdade e da democracia", continua o comunicado.
As autoridades colombianas abordaram essa aproximação com vistas à "fraternidade, solidariedade e cooperação", a fim de garantir que suas relações futuras sejam baseadas nos "ideais de liberdade e amor", assim como "o libertador Simón Bolívar e o general Alexandre Petion" fizeram em sua época.
"Ele se perguntou por que a Colômbia não tinha uma embaixada (no Haiti) antes, se na origem das repúblicas, somos os fundadores das repúblicas democráticas no mundo", questionou o comunicado.
Como parte da cerimônia de abertura da embaixada, Petro também se reuniu com o presidente do Conselho Presidencial de Transição do Haiti, Fritz Alphonse Jean, e "analisou" com as autoridades nacionais "o progresso em questões de cooperação, como segurança, luta contra o tráfico de drogas, comércio, educação e desenvolvimento agrícola", de acordo com a presidência.
Esse gesto do governo colombiano ocorre em um momento crítico para o país caribenho, que está atolado em um "círculo vicioso" de violência de gangues e abusos de direitos humanos desde o final de 2024.
De acordo com os números das Nações Unidas, pelo menos 4.864 pessoas morreram no Haiti entre outubro de 2024 e junho de 2025 somente como resultado da violência das gangues, que também deixou centenas de pessoas "feridas, sequestradas, estupradas e traficadas".
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