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Reconhece “uma expansão da violência” em direção ao Equador, mas defende que “tem sido aplicada de forma rigorosa” na apreensão de drogas MADRID 22 jan. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou que seu Executivo responderá com “reciprocidade” às tarifas de 30% anunciadas nesta quarta-feira por seu homólogo equatoriano, Daniel Noboa, que as apresentou como uma “taxa de segurança” às importações colombianas, alegando uma suposta falta de “firmeza” por parte de Bogotá contra o narcotráfico.
“Responderemos às palavras expressas hoje pelo presidente Noboa de acordo com os princípios da reciprocidade”, declarou em um extenso comunicado nas redes sociais, onde defendeu que o governo colombiano “tem se empenhado profundamente em apreender cocaína” na fronteira com o Equador, incluindo “mais de 200 toneladas” dessa droga.
Nessa linha, detalhou que nesse mesmo local foram realizados “centenas de combates, recuperando centenas de fuzis”. “Combatemos intensamente o tráfico de drogas para o sul por mar, terra e ar. Conseguimos vários centros de coordenação de inteligência em Puerto Leguízamo, Putumayo, Colômbia, Manaus, Brasil, e inauguramos em Leticia, Amazonas, um dos 16 radares modernos que licitei”, acrescentou, ao mesmo tempo em que comemorou a “estreita colaboração” militar entre Quito e Bogotá.
Petro, que reconheceu “uma expansão da violência e das gangues em direção ao Equador”, convidou Noboa e os demais países do continente cujas águas banham o Pacífico “a concordar com o grande tratado americano sobre proibição e apreensão de insumos de fentanil”, alegando que “é uma droga de destruição em massa da humanidade”, e ofereceu às autoridades equatorianas seu “plano de detenção de insumos” dessa substância. O ministro colombiano da Energia, Edwin Palma, também reagiu ao anúncio de Noboa, criticando nas redes sociais uma medida de “agressão econômica que rompe o princípio da integração regional”.
“É fundamental o diálogo entre as nações e não medidas unilaterais que apenas afetam nossos povos”, afirmou em uma extensa nota na qual defendeu a “solidariedade” de Bogotá para com Quito em matéria energética e lembrou que “a Colômbia atualmente fornece entre 8% e 10% da energia consumida por nosso país irmão”.
Em resposta ao novo imposto, Palma “ordenou” a revogação de uma iniciativa que permite às empresas privadas participar das vendas de energia entre países com vistas a ampliar “a cooperação energética binacional diante de possíveis déficits”. O novo imposto, cuja entrada em vigor está prevista para 1º de fevereiro, “será mantido até que exista um compromisso real para enfrentar juntos o narcotráfico e a mineração ilegal na fronteira, com a mesma seriedade e determinação que o Equador assume hoje”, assegurou Noboa, que também apontou para “esforços reais de cooperação” com a Colômbia, mesmo com um déficit comercial que ultrapassa US$ 1 bilhão por ano (854 milhões de euros).
“Mas enquanto insistimos no diálogo, nossos militares continuam enfrentando grupos criminosos ligados ao narcotráfico na fronteira sem qualquer cooperação”, criticou.
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