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MADRID 18 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, garantiu que o ataque que matou o senador Miguel Uribe dois meses depois de ter ocorrido não teve motivação política, depois que o ex-presidente Álvaro Uribe sugeriu novamente em uma entrevista recente que o governo estava envolvido no ataque.
"Nem o deputado Triana nem o senador Uribe Turbay foram atacados por motivos políticos. Diga a verdade a você mesmo e à Colômbia", escreveu Petro no X, referindo-se também ao ataque ao congressista da oposição Julio César Triana, há alguns dias, em sua passagem por Huila.
"Defender posições e dizer a verdade não é opróbrio. Não tente me silenciar, você vem tentando me silenciar há décadas", disse o presidente colombiano, que lembrou a Uribe que foi ele quem o acusou de ser um "terrorista" e um "assassino", com a cumplicidade de seus "comparsas" nos Estados Unidos.
Nesse sentido, ele pediu a Uribe, recentemente condenado a doze anos de prisão domiciliar por fraude processual e suborno de testemunhas, que pare de "semear o ódio" e garanta a "coexistência" da sociedade colombiana.
Petro responde, assim, às recentes declarações do ex-presidente colombiano, que acusou o governo de instigar o ataque contra Uribe com dezenas de mensagens que se tornaram "convites, pelo menos implicitamente, para que o crime prosseguisse como ocorreu".
Uribe, a quem o ex-presidente se referiu como um "mártir", finalmente morreu em 11 de agosto, depois de dois meses no hospital, após ser baleado durante um evento em Bogotá. Esse fato trouxe de volta à sociedade colombiana as lembranças dos piores anos de violência política que assolaram o país.
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