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MADRID, 16 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente cessante da Colômbia, Gustavo Petro, pediu com urgência que seja apresentada uma “acusação formal” contra o agente do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos que, nesta mesma semana, a morte de um colombiano de 26 anos ao atirar contra ele quando este tentava sair de carro de sua residência na cidade de Biddeford, no estado do Maine.
“Solicito ao consulado que apresente acusação formal contra esse agente do ICE que assassinou Joan Sebastian Guerrero”, afirmou o presidente em uma mensagem publicada em suas redes sociais nesta quarta-feira.
Vale ressaltar que, de acordo com a versão do Departamento de Segurança Nacional, ao qual o Serviço está subordinado, “o ICE estava realizando uma vigilância específica no último endereço conhecido de um estrangeiro em situação irregular com uma ordem definitiva de expulsão”, quando, acrescenta, “um estrangeiro em situação irregular saiu da residência em um veículo” e os agentes, ao tentarem “parar o veículo”, este “tentou fugir do local e, temendo pela segurança pública, um agente disparou sua arma”.
No entanto, essa versão contradiz o que foi denunciado pelas organizações de direitos civis Presente! e a Coalizão pelos Direitos dos Imigrantes do Maine (MIRC, na sigla em inglês), que publicaram um comunicado conjunto no qual afirmavam que a vítima era um homem de 26 anos, natural da Colômbia, que, além disso, possuía número de Seguro Social e direito de trabalhar nos Estados Unidos.
CONGRESSISTA REPUBLICANA PEDE RESPEITO AOS HISPÂNICOS
A esse respeito, a congressista republicana pelo estado da Flórida, María Elvira Salazar, se pronunciou, considerando que, em matéria de imigração, o Partido Republicano, ao qual pertence, “está errando”. Em seguida, ela defendeu que “os hispânicos devem ser respeitados”.
“Quem tem ficha criminal e é um criminoso, que seja expulso; mas quem não tem, vai trabalhar e tem o filho ao lado, esse não deve ser incomodado”, ressaltou Salazar em declarações à imprensa, nas quais insistiu que “foi uma atitude muito errada por parte do ICE” o que aconteceu com Guerrero.
Admitindo que as forças de imigração dos Estados Unidos “exageraram” em seu comportamento no ano passado, a congressista pediu que “não haja mais erros” em relação a situações como a que ocorreu com o colombiano assassinado nesta mesma semana.
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