Publicado 31/07/2026 22:39

Petro escolhe Cuba como seu último destino oficial para “se opor a uma guerra no Caribe” por parte dos EUA

20 de julho de 2026, Bogotá, Distrito da Cidade de Bogotá, Colômbia: O presidente colombiano Gustavo Petro participa do desfile militar do Dia da Independência da Colômbia em Bogotá, Colômbia, em 20 de julho de 2026.
Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo

MADRID 1 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente cessante da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta sexta-feira que escolheu Cuba como destino de sua última visita oficial para “se opor a uma guerra no Caribe”, diante das recentes ameaças dos Estados Unidos de intervir militarmente na ilha.

“Quero, a partir de Cuba, me opor a uma guerra no Caribe (...) Nem mísseis, nem invasão, nem bloqueio são soluções para os problemas da humanidade”, afirmou o presidente em uma publicação em suas redes sociais.

Petro justificou sua posição agradecendo à ilha por formar cerca de 2.000 médicos colombianos, por ter mediado e “ajudado” o ex-presidente Juan Manuel Santos a fazer as pazes com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e por “salvar” milhões de pessoas em todo o mundo graças ao desenvolvimento de sua vacina contra a Covid-19.

Além disso, lamentou as últimas incursões no Caribe que, segundo o presidente cessante, ceifaram a vida de pessoas “humildes”, entre elas, a de 50 colombianos.

“Os mísseis lançados no Mar do Caribe contra traficantes mataram pessoas humildes, como os órgãos de inteligência dos EUA acabaram de comprovar; não serviram para nada, mas sim assassinaram 261 pessoas, entre elas, ao que parece, 50 colombianos”, esclareceu.

Por fim, ele rejeitou as novas decisões diplomáticas do governo entrante, formado pelo novo presidente eleito, o ultradireitista Abelardo de la Espriella, de romper relações com países que, segundo Petro, “se opuseram ao genocídio em Gaza”.

“O novo governo, liderado por Netanyahu, pelo narcotráfico e por aqueles que causaram o genocídio na Colômbia — eleito por meio de fraude algorítmica —, vai romper relações diplomáticas com os países que mais se opuseram ao genocídio em Gaza: África do Sul, Malásia, Argélia, Cuba, Haiti, e a própria Palestina, agredida e sacrificada, que sofre um genocídio liderado por Netanyahu”, acrescentou.

O presidente cessante da Colômbia chegou a Havana nesta sexta-feira para sua terceira visita oficial a Cuba, após suas viagens em junho e setembro de 2023.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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