Publicado 20/08/2025 02:22

Petro diz que uma invasão dos EUA na Venezuela transformaria Caracas em "uma Síria" e arrastaria a Colômbia junto com ela.

Archivo - Arquivo - 17 de junho de 2025, Facatativa, Cundinamarca, Colômbia: O presidente colombiano Gustavo Petro participa de um evento de lançamento do sistema de trens suburbanos RegioTram, que visa conectar municípios e cidades próximas com o distrit
Europa Press/Contacto/Sebastian Barros - Arquivo

MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, advertiu na terça-feira que uma invasão dos Estados Unidos à Venezuela transformaria esse país "no caso da Síria" e arrastaria Bogotá para outro conflito, em resposta ao envio de navios de guerra por Washington para as águas do Caribe, perto dos dois Estados sul-americanos.

"Os gringos estão na panela, acham que invadindo a Venezuela resolvem seu problema, colocam a Venezuela no caso da Síria, só que com o problema (de) arrastar a Colômbia para a mesma coisa", disse ele durante um conselho de ministros transmitido ao vivo.

Petro também advertiu que, no caso de uma invasão, "esses grupos (traficantes) iriam se apoderar da riqueza do subsolo, e isso significa mais economia para a morte, não para a vida".

Nesse sentido, ele garantiu que havia transmitido ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, "que esse seria o pior erro", e defendeu que "não é como a imprensa diz que somos aliados do (presidente venezuelano Nicolás) Maduro".

Essas declarações foram feitas depois que o governo dos EUA garantiu que seu presidente está "preparado para usar todos os recursos (...) para impedir a entrada de drogas em nosso país e levar os responsáveis à justiça".

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse isso quando perguntada sobre o envio de três navios com 4.000 soldados para a área, antes de descrever o governo de Maduro como um "cartel narcoterrorista". "Ele é um líder fugitivo desse cartel, acusado nos Estados Unidos de tráfico de drogas para o país", acrescentou ela, depois de oferecer mais de 40 milhões de euros por informações que levem à sua prisão.

Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, criticou o "desespero do governo dos EUA, que recorre a ameaças e difamações" contra seu país, e afirmou que as acusações de Washington sobre o tráfico de drogas "revelam sua falta de credibilidade e o fracasso de suas políticas".

"Essas ameaças não só afetam a Venezuela, mas também colocam em risco a paz e a estabilidade de toda a região", advertiu. Assim, ele enfatizou que, "enquanto Washington ameaça", Caracas "avança firmemente na paz e na soberania, demonstrando que a verdadeira eficácia contra o crime é alcançada respeitando a independência dos povos".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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