PRESIDENCIA DE COLOMBIA/OVIDIO GONZALEZ
MADRID 28 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira que o novo bombardeio dos Estados Unidos contra supostos navios de tráfico de drogas no Pacífico "é absolutamente ineficaz" e sua missão é "uma invasão" e não livrar a sociedade norte-americana das drogas, como defende Washington.
"Não há necessidade de disparar mísseis, é absolutamente ineficaz", disse o presidente colombiano do Catar sobre a última operação dos EUA que matou quatorze pessoas que viajavam em quatro barcos nas águas do Pacífico.
Petro disse que esses ataques não parecem ter como objetivo a apreensão de cocaína, "mas uma invasão, que também é absurdamente ilegal", em referência às suspeitas de uma possível intervenção militar na Venezuela.
"Trata-se mais de petróleo do que de defender a sociedade americana das drogas ilícitas", disse ele, afirmando que o fentanil é mais prejudicial - "é 30 vezes mais perigoso, disse ele" - e que os Estados Unidos não agem contra essa substância porque "não serve como desculpa para invadir a América Latina".
Petro também fez uma referência velada à sua inclusão na lista de sanções dos EUA como uma forma de punir sua posição em relação às políticas do governo Trump e advertiu o restante dos líderes da região a "manter a cabeça baixa", de acordo com declarações à mídia oficial.
O presidente colombiano, sua família e o ministro do Interior, Armando Benedetti, foram incluídos na chamada "Lista Clinton" do Departamento do Tesouro dos EUA, que tem como alvo indivíduos e empresas com supostos vínculos com o tráfico de drogas, tornando-o o primeiro chefe de Estado colombiano a ser incluído desde que foi elaborada em meados da década de 1990.
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